A beleza da gravidez

 

Quando eu fiz minha redução de estômago, emagreci 41 kg no primeiro ano. Constantemente, ouvia alguém dizer como eu estava linda e magra. Em todas às vezes, estampava um sorriso no rosto e agradecia, mas internamente sabia que a redução era responsável pela minha magreza, mas não era a única responsável por eu estar mais bonita.

Na época, cheguei a escrever no meu blog sobre os motivos pelos quais eu acreditava – e ainda acredito – estar tão bonita. Simplesmente eu estava mais feliz, levando a vida com mais leveza, de forma mais descontraída, de modo que “estar linda” era um estado de espírito, que refletia na minha aparência.

Pois 3 anos depois, venho falar sobre o mesmo assunto. Quando me descobri grávida, uma moça que trabalha comigo comentou algo como: “Jully, tu vais ser uma grávida muito bonita!”.  E desde o início tenho sempre escutado as pessoas dizerem que estou cada vez melhor, que a gravidez me fez muito bem, cada dia mais linda, essas coisas.

Não vou bancar aqui a falsa modesta e dizer que discordo, porque seria mentira: de fato, eu também acho que a gravidez me fez um bem danado, do ponto de vista estético – em outros também, mas o assunto agora é esse! Mas, ao mesmo tempo, acho muito engraçado pensar nisso: minha pele está mais oleosa, meu cabelo mais volumoso (e nós sabemos, mulherada, que cabelo volumoso é mais bonito em editorial de revista do que na vida real), meus seios, quadris e barriga maiores, de forma que aparento ter engordado bem mais do que engordei, tenho mais olheiras, aparento estar pálida e abatida muitas vezes, apareceram umas manchinhas – suaves – no rosto e passo grande parte do tempo inchada, o que contribui para eu parecer ainda mais redonda. Ah! E também pareço desajeitada dependendo da roupa que uso.

Hoje de manhã, enquanto me arrumava pensei nisso e até ri sozinha. Como é possível? E então me lembrei de como as coisas aconteceram há 3 anos atrás. E mais uma vez pude comprovar a teoria de que não existe produto cosmético melhor do que a felicidade. Por melhor que sejam nossos produtos antirrugas, o protetor solar e a massagista, meu povo, não há como competir com um sorriso de verdade no rosto e a paz de espírito.

Tenho sempre repetido no blog, e ontem escrevi sobre isso, inclusive.  Tenho vivido os melhores dias da minha vida, a fase mais feliz que uma mulher pode passar e tanta alegria e amor eliminam todos os “defeitinhos” que apareceram em mim por causa dos hormônios. Não significa que estou no maior bom humor todos os dias e que já sou apta a virar monge budista, nem que minha vida está perfeita. Significa simplesmente que a parte boa é muita maior do que a ruim, e tenho enxergado mais o lado azul da vida. Queria que alguma revista de beleza me perguntasse qual o meu segredo. A resposta seria: “alimentação, pilates e drenagem linfática também. Mas meu segredo de beleza maior é ser insuportavelmente feliz.”

 

 

 

 

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