Vida de mãe de recém-nascido

Vida de recém-nascido é uma maravilha. Basicamente eles mamam e dormem, fazem xixi e cocô, e se não tem nenhuma cólica, calor ou frio demais não rola estresse. Mas vida de mãe de recém-nascido, meus queridos, é outra história.

Vi alguma coisa no Facebook outro dia que dizia que depois que seu filho nasce sua viada passa a acontecer a cada duas horas. É mais ou menos isso. Temos que aproveitar os intervalos das mamadas para fazer tudo o que for necessário, incluindo nos manter uma pessoa que parece viver em sociedade, que toma banho, escova os dentes e mantém o cabelo limpo, além de comer e descansar. Não sobra tempo pra conversar muito ou se preocupar com o mundo.

E olha que aqui vos fala uma pessoa que, por enquanto, não precisa se preocupar com roupa suja, comida pra fazer ou em organizar a casa, porque estando na casa da minha mãe, tenho a Santa Selma que se ocupa com esses afazeres. Mas de, qualquer forma, ser mãe de recém-nascido é uma delícia, mas uma das coisas mais cansativas do mundo.

Hoje João Otávio faz três semanas. Desde que ele nasceu eu abomino fogos de artifício e cortadores de grama, troquei o cheiro do meu perfume pelo cheiro de leite – atire a primeira pedra que mãe nunca ficou com aquele cheirinho quase azedo do leite – e meu quarto está sempre bagunçado e com cheiro de fralda. Ahh, e a vida de casal gira em torno do bebê, então quaisquer cinco minutos pra conseguir dormir abraçado é lucro.

Tudo normal, é assim mesmo. E nessa de que é tudo normal você se dá conta da ciranda que nossas avós e mães faziam para dar conta de tudo, numa época em que não havia fralda descartável e mamadeira anti-cólicas, sem enlouquecer. Pode ser normal, mas não é fácil. E isso sem contar do desgaste físico que são a gravidez e a amamentação.

Em alguns momentos você vai querer sair correndo, vai entrar em pânico, se desesperar absurdamente, normal também! Não se assuste, você não está sozinha nessa. Uma dica: converse com mulheres que estejam passando pela mesma fase que você ou que passaram recentemente. Elas vão te entender, te ajudar e nunca te julgar, diferentemente das mais velhas, que já esqueceram como é ou das totalmente inexperientes – essas são as que mais criticam e atiram pedras, mas elas não tem a mais vaga ideia do que a gente passa.

Outra dica: se achar que a coisa está grave demais, que vai enlouquecer e que não ê solução para nada, converse com o médico. Se precisar, tome remédio, mas procure ajuda. , mais importante que tudo: tenha em mente que o desespero passa e que tudo será recompensado pelo primeiro sorriso o neném a cada manhã.

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