Coisas que ninguém me contou

Ninguém me contou que quando meu filho nascesse, eu sentiria dores nos braços e costas e nao me importaria de segurá-lo só mais um minutinho, pelo simples prazer de olhar a carinha dele.
Ninguém me contou que aquele cochilinho pós mamada nas madrugadas seria o momento de maior amor e intimidade da minha vida.
Ninguém me contou que o cocô do meu filho ou a falta dele seriam minha maior preocupação durante dias e me renderiam tantas conversas.
Não me contaram que as fofocas da balada e dos peguetes das minhas amigas perderiam espaço totalmente para conversas sobre cólicas, chupetas, fraldas e amamentação.
Não disseram que eu amaria passar horas conversando com alguém que ainda nao sabe falar.
Não me disseram que duas horas longe do meu filho seriam uma eternidade e que eu morreria de saudade.
Ninguém disse que, depois de ter sonhado em conhecer o mundo e ter viajado para algumas das maiores cidades do mundo, meu universo ficaria completo num quartinho de paredes verdes.
Ninguém me disse que uma chupeta e uma mamadeira mudariam e salvariam minha vida.
Ninguém me disse que eu me tornaria neurótica com roupinhas sujas.
Ninguém disse que eu nem perceberia um vômito na minha blusa quando meu filho estivesse com dor.
Ninguém me disse que eu passaria todos os dias por intensos testes cardíacos e nem que ficaria sem ar de tanto amor.
Ou talvez alguém tenha dito, mas eu não acreditava que era verdade.

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