Crises da gravidez

Esse fim de semana, tive duas crises de gravidez. Vou escrever sobre elas em textos diferentes.

 

A primeira crise se deu por dois acontecimetos. o primeiro foi por uma saída às compras de roupas para gravidez. Logo no primeiro vestido que provei, levei um susto: eu me vi completamente redonda. Depois do susto e compras feitas, me preparei para ir à praia, e lá estava minha barriga redonda – minha cintura praticamente sumiu – me fazendo entrar em paranóia por causa das mudanças no corpo.

Assim que soube que estou grávida, me ocorreu que eu pudesse passar por uma certa dificuldade em relação as alterações na minha forma. Acredito que isso tenha a ver com a minha redução de estômago, afinal há quase dois anos eu emagreci 41 quilos e vi meu corpo mudar completamente. Não sabia como seria ver meu corpo sofrer outra mudança em pouco tempo. Pois a hora chegou, minha barriguinha começou a aparecer e eu comecei a me apavorar.

Barriguinha!

Ver a barriga crescer é uma delícia, do ponto de vista materno. Aquele serzinho começa a se fazer presente na nossa vida. Mas nem sempre faz bem pra auto-estima: as roupas não caem tão bem, muita coisa não serve e colocar um saltinho pra dar uma alongada, pra mim, é inviável por causa do cansaço nas pernas.

Comecei a me sentir esquisita e desconfortável, quase feia com essas formas arredondadas, seios e quadris crescendo. Eu confesso que, apesar de meu padrão físico não lembrar nem de longe aquele minhonzinho, eu esperava que, por um milagre, só a minha barriga crescesse e nada mais. Aí veio a decepção, já que o corpo inteiro muda – e tudo bem, eu sei que não tem como ser diferente. Mas assusta. E olha que isso é dito por alguém que, no alto de seus 115 quilos não tinha problemas de auto-estima. Então imagina a confusão mental!

O Fernando tá adorando ver minha barriga redonda – tudo bem, eu também adoro, com controvérsias – e minha mãe riu um bocado da minha reação na loja. Algumas coisas da gravidez, por mais que a gente se “prepare”, a gente nunca tá completamente preparada. Honestamente, nem imagino como vou conciliar a delícia do barrigão com o susto da auto-estima, principalmente no verão, em que os corpos ficam expostos. Me resta evitar os vestidos (sério, não dá, a gente fica muuuito redonda!), tentar relaxar e curtir o momento, afinal é tudo por um excelente motivo.

P.s: sobre a outra crise, vou escrever amanhã.

P.s2: apesar da barriga redonda, eu engordei bem pouco até agora, coisa que muito me orgulha!

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Desconfortos

Quase todo mundo me pergunta se eu tenho enjoado muito. Sempre penso a mesma coisa nessas horas: se fosse só o enjoo tava bom. No geral, até que não tive muitos enjoos – tirando os momentos de ansia de vômito no mercado, coisa que se tornou bem corriqueiro pra mim – mas tenho alguns outros sintomas de gravidez que me incomodam bem mais.

O enjoo é, penso eu, o sintoma de gravidez mais popular, junto com os desejos. Mas esses não são os únicos. O que nunca ninguém tinha me dito é que seria normal ter cólicas, muito parecidas com àquelas menstruais. São quatro meses sentindo cólica dia sim e no outro também. Inclusive, foi justamente por causa da cólica que, apesar da minha intuição, eu acreditava não estar grávida quando fiz meu exame.

Essas cólicas já me rendeream algumas noites mal dormidas, umas ruguinhas de preocupação, momentos extras de repouso e ultrassom a mais. Sim, ter cólicas é normal, mas para mamãe de primeira viagem e com o time de peso que eu tenho, é motivo para breves desesperos – e nesses casos, não custa investigar. No fundo, já até estranho quando elas não aparecem.

Outro sintoma de gravidez que me tomou por completo, foi o cansaço extremo. Mas assim, não é só que eu me sinto cansada. É algo como se eu tivesse trabalhado 18 horas seguidas, carregando blocos para construir as pirâmides do Egito sozinha. Parece exagero, eu sei. Mas não é. Já tive dias de sair do banho e voltar a dormir antes de me arrumar pra trabalhar, tamanho era o cansaço. Os motivos, além da gravidez, eu acredito que sejam uma leve anemia que eu já tinha antes de engravidar e um hipotireodismo , ambos já sendo tratados. Claro que tanto cansaço também já me rendeu mais uma dose extra de preocupação.

Me falaram que tanto o cansaço quanto as cólicas iriam embora depois de doze semanas, mas completando hoje dezesseis semanas, nada mudou. Minha esperança agora é que algo mude a partir da décima sétima.

Quanto aos desejos, bom, eu escrevo depois junto com outros sintomas. Sou suspeita pra escrever sobre esses incomodos, porque confesso, sou muito sensível e pouco tolerante a desconfortos físicos. E muito menos quero assustar as candidatas a gestantes, nem ficar me lamentando. mas acho que nãos custa avisar para que tudo possa acontecer. Sei de gente que passou a maior parte da gravidez vomitando e sei de gente que sequer percebeu a barriga crescer até o sexto mês. Cada gestação é única e cada uma sabe o quão tolerante é aos desconfortos. mas de qualquer maneira, não custa avisar, não é mesmo? Afinal, nem só de enjoo se faz uma gravidez.