Aniversário de 1 ano!!

Hoje o Blog está completando 1 ano!

um ano

 

Lembro-me bem do que escrevi no primeiro post: eu sabia, desde que engravidei, que acabaria fazendo um blog, porque precisava compartilhar muita coisa que fervia na minha cabeça.

Neste um ano, eu desabafei, compartilhei experiência, declarei meu amor e escrevi um monte de coisas que eu queria dizer e às vezes não conseguia.

Por causa do blog, tornei-me próxima de outras amigas grávidas e fiz algumas outras novas amizades! E, também por causa do blog, descobri que tem muita, mas MUITA gente mesmo que gosta de mim e que torce pela minha felicidade e da minha nova família!

A todos vocês, muito obrigada por acompanhar nossa trajetória, compartilhar experiência comigo, me consolar, dividir medos, angústias, sonhos e felicidade!

Que venha mais um ano do Blog!

Beijinhos, beijinhos, com sabor de bolo de festa de criança!

A Saga das Papinhas parte 2: A Revolução

Eu escrevi aqui como era difícil o início da introdução de alimentos para bebês. E foi mesmo, um dia complicadíssimo, o primeiro com papinhas. Pois bem, mas como tudo nessa aventura de ser mãe, a gente aprende com a prática e com o tempo fica expert na arte de fazer seu bebê comer. E posso dizer: nessa arte, eu tô boa.

Parênteses: às vezes, eu escrevo coisas que fica parecendo que eu sou infalível como mãe – ou pelo menos eu tenho essa impressão. Eu não sou infalível, não sou perfeito, cometo muitos erros, mas faço o meu melhor todos os dias para chegar o mais perto possível de minimizar minhas falhas. E claro, na questão alimentação, não é diferente.

Voltemos!

Eu sei que sou muito repetitiva e falo muito sobre alimentação, mas como já disse várias vezes, essa é uma das coisas mais importantes – ao meu ver – na criação de filhos. É cansativo, exige tempo, dedicação e paciência, mas eu acredito que os resultados serão vistos pelo resto da vida dos pequenos. É um investimento a longo prazo, eu diria. E é também uma forma de demonstrar carinho, afinal não é uma delícia uma comidinha preparada por quem tanto nos ama? Claro, comprar pronto é muito mais prático e eu não condeno, fazer como nossos pais e avós fizeram também é mais fácil, uma vez que basta repetir uma receita que já deu certo. Mas e se pudermos mudar algumas coisinhas e fazer dar ainda mais certo, não é muito mais bacana?

Pois bem. Todos os dias eu preparo o almoço e janta do João Otávio. Exige um quê de criatividade, senão a gente faz todo dia a mesma coisa – geralmente o mais rápido e fácil. E vou admitir: eu sempre gostei de cozinhar, mas no início eu nem sabia por onde começar a fazer a comidinha dele. Então vou escrever umas pequenas dicas que eu li e/ou aprendi com a prática.

Pra começar, é importante ter em mente os grupos que são necessários colocar na comida do bebê todos os dias. O ideal é que a gente siga uma “fórmula” e depois que você aprende essa tal “fórmula” fica ainda mais fácil de fazer. Eu achei uma imagem no Facebook que deixa tudo bem resumidinho, olha que legal:

Fórmula básica

 

 

A partir dessa tabelinha, a gente só precisa ir mesclando os alimentos e testando o que os pequenos curtem mais. Não tem erro. Aí eu já bolei algumas combinações que por aqui são sucesso garantido, vou passar alguns exemplos:

 

1- mandioquinha, abóbora, frango, cebola, alho, salsinha e ervilha.

2- frango, batata, cenoura, abobrinha, alho e feijão azuki.

3- lentinha, batata, abóbora, cebola, frango e chuchu.

4- frango, arroz, cenoura, batata, cebola, alho e salsa (canja)

5- carne moída, abóbora, cebola. (creme de abóbora)

6- mandioquinha, abobrinha, cebola, cenoura, frango e couve mineira. (a couve mineira eu só cozinho junto, tiro na hora de comer, porque ele engasga.)

Prestem atenção que eu não coloco gordura, viu? É só a própria gordura da carne ou do frango. Aqui o frango é o preferido, carninha moída o baby não aceitou bem. Ainda não testei com miúdos, mas já dei gema de ovo, que ele até curtiu, mas deu dor de barriga depois.

 

Outra dica importante é que os pediatras dizem que o ideal é que a sopa seja apenas passada na peneira, desde o início. Com o João Otávio, não rolou. O primeiro mês da comida dele, eu tive que passar tudo no mixer, porque caso contrário, ele não comia. Então assim, por mais que não seja o ideal recomendado pelo médicos, não deixa de dar a comida por causa disso. Vai tentando. Desde a semana passada, eu já tenho feito na peneira e ele tem aceitado melhor. Hoje por exemplo eu fiz o seguinte: refoguei o frango, batata, cenoura e alho. Numa panela separada, eu cozinhei o feijão azuki, normalmente. Só misturei na hora de amassar na peneira. Ficou uma delícia e ele comeu tudo.

Outra coisa importante na dieta dos bebês são as frutas. Aqui em casa, são duas porções por dia. Geralmente, eu misturo frutas. O João Otávio adora banana e como é docinha, eu gosto de dar junto com outras frutas, tipo mamão e banana, pêra e banana, maçã e banana e banana com suco de laranja. Também gosto de dar mamão com suco de laranja, as frutas sozinhas e manga – ele AMOU manga! Depois dos seis meses, também pode colocar um pouquinho de farelo de aveia na fruta.

Nos intervalos, sempre é importante muita água e sucos. Suco de laranja-lima com água – eu particularmente não gosto de ar puro – suco de mamão e couve (ele toma tudinho!), água de coco (vai super bem também!). E se tiver com o intestino trancadinho, água de ameixa (coloco duas ameixas secas e cubro com água por umas duas horas, depois é só dar essa água pra ele. Tiro e queda!)

Importante: não coloco açúcar em nada, nunca, em hipótese alguma, ok? E sal vai, de preferência sal marinho, mas é quase nada, não para ficar salgada, apenas para realçar o sabor do alimento.

Outra coisa muito legal que eu fiz, foi congelar sopa. Ao invés de preparar só para um dia, faço uma quantidade maior e congelo as porções na medida certa. Na hora do apuro, se não conseguir cozinhar, precisar sair, se atrasar ou qualquer coisa do tipo, tem alguma coisa pronta. Mas ó, é bem importante identificar nos potes a data de preparo e se possível, quais os ingredientes de cada sopa. Dá pra guardar por até 1 mês no congelador. Uma mão na roda!

Cuidar da alimentação do bebê, eu repito, vale bem a pena e se torna cada dia mais fácil. Se a gente se empolga, dá até pra adotar a alimentação deles pra gente e comer mais saudavelmente, olha que maravilha! Essas dicas facilitam ainda mais a nossa vida, porque tem tudo resumidinho!

Espero ajudar vocês!

 

P.S sobre as comidas prontas: não condeno, pelo contrário, acho uma ajuda importante na hora do desespero. Mas cuidado para a exceção não virar regra. Sempre tenha pelo menos um potinho de papinha comprada pronta em casa, a gente nunca sabe quando vai encontrar uma emergência.

Eu sou uma mãezona.

 

Vivemos numa sociedade machista, muito machista. E se você não é do tipo de pessoa que se engana e sabe que apesar de já termos evoluído muito nesse sentido, mas que ainda falta um caminho longo pela frente, sabe que não estou exagerando. Antes do meu bebê nascer eu achava que era besteira, mas não é. E tive uma série de situações que contribuíram para ter certeza disso. E na maior parte das vezes, ouvi como resposta coisas do tipo “é assim mesmo, a mãe sempre faz mais coisas”, “sempre sobra pra mulher” e “conforme-se”. Essas coisas me deixavam ainda mais convicta de que, infelizmente, muitas vezes o machismo parte mais das mulheres do que dos homens – ou pelo menos é o meu caso!

Aí com o passar do tempo, ficou mais evidente que sim, sobra muito mais pra mulher. Somos nós que deixamos mais coisas de lado pelos filhos. Somos nós que ficamos responsáveis pela maioria das coisas do dia-a-dia. Abdicamos de muita coisa que nos faz falta. Somos nós que nos desdobramos em mil para cuidar da casa e dos filhos. Somos nós quem ficamos muito mais cansadas, e quase sempre nem temos o direito de reclamar, afinal “este é o nosso papel”. Apesar disso, ainda temos que lidar com homens que acham que tem mais direito a decisões ou que “mandam mais”.

Tenho visto circular muito pelo Facebook frases como “meu marido é um paizão” e “aqui em casa tem um paizão”. Para minha total surpresa, nunca vi nada parecido referente às mães, e isso me deixa um pouco frustrada. Não tenho nada contra a esse tipo de elogio aos pais, eu mesma já compartilhei a frase e continuo dizendo que tenho um companheirão do lado, que é um pai incrível. Mas me choca perceber que ser bom pai ainda é mérito, enquanto nós mães não temos outra opção.

Basta fazer algumas comparações. Se o homem pouco ajuda com o filho, é porque é assim mesmo, não sabe, a gente tem que ter paciência. Mas adivinha pra quem sobra as tarefas? Agora pense na hipótese de uma mãe que não faz as coisas pelos filhos: desleixada, descuidada, irresponsável, pra dizer o minimo! Ou mais: quem não conhece algum caso de pai que simplesmente não assumiu o filho ou sumiu quando a criança nasceu? Eu mesma posso citar alguns! Mas nunca ninguém viu uma mãe simplesmente abandonar o filho, dar pra outra pessoa criar. Ou se viu, julgou de nomes que não vou dizer aqui! Eu particularmente não entendo como alguém consegue. Mas também concordo que não nos resta outra alternativa, e talvez essa seja a razão pela qual existe tanta gente criada de qualquer jeito pelo mundo.

Dito isto, proponho que nós, as mães, comecemos a admitir que somos incríveis. Infelizmente, a gente vive numa sociedade em que quase sempre é muito feio fazer um auto-elogio, porque soa como arrogância. Mas vou contar um segredo: não é! A gente pode sim, sair por aí dizendo que somos maravilhosas. Começo por mim. Sou uma mãe incrível. Me dedico de corpo e alma para meu pequeno, faço meu melhor. Cuido da casa e dele. Brinco, canto, danço, faço dormir, dou carinho, cozinho, faço qualquer coisa por ele. E sou completamente apaixonada. Deixei de lado muita coisa, mudei minha vida para recebê-lo. Poderia ter feito diferente, mas quis fazer o que achei que seria o melhor.

Cometemos erros, muitos deles. Mas somos insubstituíveis e ninguém conhece e cuida dos nossos filhos como nós cuidamos. Nem sempre, temos pessoas que reconhecem nosso valor e nos digam o quanto somos boas no que fazemos. Pois bem, digamos para nós mesmas o quão importante somos. Continuemos elogiando os maridos que cumprem seu papel com maestria, continuemos agradecendo pela parceria e comprometimento. Eu vou fazer isso. Mas vou deixar claro também que sou a melhor mãe do mundo para meu filho. Todas nós somos, ainda que nem sempre a gente escute isso dos outros!

A saga das papinhas

Começamos as papinhas do João Otávio dia 12 de setembro, com cinco meses e 1 dia de vida. Isto porque como ele estava tomando mais mamadeira do que LM (leite materno), a pediatra disse que era necessário entrar com frutas e verduras para garantir uma nutrição mais completa.

Eu estava ansiosa. MUITO ansiosa. Desde que engravidei, a questão da alimentação sempre foi muito importante pra mim. Se você acompanha o blog, já leu isso um milhão de vezes. Mas se você não acompanha, precisa saber: por eu ter sido obesa, tenho uma grande tendência a engordar e tive uma educação alimentar repreendível, aos vinte e quatro anos fiz redução do estômago e por isso tenho uma grande preocupação com a alimentação do meu filho. Todo mundo já ouviu falar em re-educação alimentar. Eventualmente precisamos fazer uma. Isso porque aprendemos a comer errado desde criança. Aí quando adultos, muitas vezes com a saúde em estado caótico precisamos aprender a comer de novo, coisa que é muito difícil de se fazer, porque exige mudanças de hábito. Partindo desse princípio, acredito que se educarmos bebês e crianças a se alimentar corretamente, vamos facilitar a vida deles enormemente. Mas isso exige esforço, paciência e determinação.

Pois bem. Voltando: eu estava muito ansiosa para a introdução das papinhas. Criei uma enorme expectativa, planejei como seria o primeiro dia de comida da vidinha dele. E como todo mundo sabe, expectativa quase sempre vem acompanhada de frustração. O primeiro dia não foi nem de longe como eu sonhava. A primeira fruta foi mamão e ele odiou, e eu nem julgo porque também detesto mamão. Apesar disso, fazia caras e bocas de “humm, que delícia!”, provei o mamão (eca!) e nada. Ele estranhou, cospiu tudo, chorou, fez cara de nojo. Um horror! Eu havia seguido a instrução da pediatra, que era não bater nenhum fruta, apenas amassar bem. Foi péssimo, mas com muita insistência ele comeu um pouco, quase nada.

papinha

No almoço, de novo segui a instrução: apenas uma verdura por vez pelo menos nos primeiros dias. Fiz um purezinho de cenoura, pouquinho sal, água e (pelo que me lembro) foi só. Odiou, detestou, esperneou, trancou a boca e nada! A essa altura, lembramos que o Fernando havia comprado uma dessas papinhas prontas da Nestlé, para uma emergência, e acabamos oferecendo. Ele comeu tudo e eu morri por dentro. Não era nem de longe o que eu pretendia, fazia questão de não oferecer comida pronta, queria eu mesma cozinhar todo o alimento dele.

Aí na parte da tarde, recebi uma visita que veio como um anjo. Ela tem dois filhos e me disse o seguinte: minha filha até os dois anos, só comia o que eu batia no liquidificador. Não é o melhor, mas era o jeito. No lanche da tarde, fiz uma banana bem amassadinha e coloquei um pouquinho do leite que ele já tomava. Também deu certo, mas não muito.

Por fim, às oito da noite eu estava morta de cansada, tinha chorado nas três refeições dele. Precisei de muita paciência, dedicação, e esforço. Fiquei frustrada, cansada, chateada. Não foi como eu imaginava, mas meio que foi. Graças a Deus, no segundo dia foi um pouco melhor, e a partir do terceiro optei por bater tudo no liquidificador. De novo: não é a melhor opção, mas fico pensando: ele não tem nenhum dente, se engasga e poxa! não preciso ser tão radical, posso ir ensinando aos pouco as diferentes texturas dos alimentos.

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Para minha alegria, tranquilidade e total orgulho, continuo ainda fazendo toda a comida dele e ele adora, come super bem! E como sou dessas mães bem chatas, não gosto que mais ninguém faça!

Eu que já encarei um bocado de desafios na vida, que fiz um tanto de coisas consideradas dificeis continuo achando que o primeiro dia de papinha do João Otávio foi o dia mais difícil da minha vida! Mas como tudo nessa brincadeira que é a maternidade, vale a pena o empenho e o cansaço.

Ensaio Gestante

Marcamos e remarcamos nossa sessão de fotos um milhão de vezes. Eu queria fazer as fotos em janeiro, mas minha barriga não crescia o suficiente, deixamos para depois do carnaval, mas minha vida ficou uma correria e depois teve uma pequena falta de colaboração do clima.

Inclusive no dia que a fizemos, estava uma chuva de lascar, mas eu não podia mais adiar, então optamos por fazer em estúdio, e do estúdio resolvemos usar a casa dos meus pais como cenário. Totalmente diferente do que eu havia planejado, porque eu queria fazer na praia. Mas por fim, achei que o resultado ficou incrível, bem diferente e lindo!

Ah! Muitos dos looks foram da Mammy Fashion, minha parceira para essa sessão!

Separei algumas das minhas fotos preferidas para compartilhar com vocês!

 

Calça Mammy fashion, top branco de acervo.

Calça Mammy fashion, top branco de acervo.

Calça Mammy Fashion - mas que eu gostei tanto que acabei comprando, e top também da mammy! Lindo!

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Calça Mammy Fashion – mas que eu gostei tanto que acabei comprando, e top também da mammy! Lindo!

 

Vestido Mammy Fashion

Vestido Mammy Fashion

 

T-shirt Mammy Fashion

T-shirt Mammy Fashion

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E aí? Gostaram?

Eu amei! E não vejo a hora do João Otávio chegar pra fazer uma sessão inteirinha dele!

 

Consulta com pediatra

Postzinho curto e rápido, pra dar uma dica bacana.

Comentei no último texto que fiz minha primeira consulta com pediatra no papel de mãe.

Tipo de coisa que para alguns pode parecer besteira, mas que eu achei uma das atitudes mais importantes como mãe até agora.

Primeiro porque a gente precisa levar os babies pra primeira consulta com até 10 dias de nascimento, e considero bem importante já saber com antecedência que médico procurar.

E segundo porque o pediatra pode dar várias dicas bem legais sobre os primeiros dias e meses com o neném para mamãe de primeira viagem, como eu.

No meu caso, tinha separado 3 médicos pra consultar, mas gostei tanta da primeira que nem marquei consulta com os outros.

Ela foi bastante atenciosa, solícita, anotou tudo. Sou tão inexperiente que não sabia nem quais perguntas tinha pra fazer, então ela me passou várias dicas importantes – até sobre que fraldas usar ou não, coisas que a gente precisa ter em casa, alimentação, amamentação e por aí vai.

De tudo o mais importante foi a dica sobre as visitas. Reforçou bastante a ideia de quão importante é os pais terem tempo para conhecer o bebê, da intimidade do casal, do tempo que precisam passar sozinhos com a criança, como as pessoas de fora podem atrapalhar mesmo querendo ajudar e que tanto mamãe quanto bebê precisam de ambiente tranquilo para a amamentação.

A forma mais bacana de encontra um médico é pela indicação de amigas com filhos. Lógico que cada uma vai ter uma opinião sobre o médico, mas a gente já vai direto nos que identificamos pelas histórias que serão de confiança. Na consulta, a gente consegue ver a postura do profissional, se tem paciência ou não, se vai dar pra recorrer a qualquer hora do dia, essas coisas, afinal para quem tá entrando nesse mundo, é fundamental se sentir à vontade para ligar pro médico em qualquer emergência, por mais besteira que a emergência possa parecer.

 

As besteiras que a gente faz com os filhos dos outros.

Eu tenho um afilhado de 5 anos, o Enzo, que é uma das grandes paixões da minha vida. Fiz – e ainda faço – todo o possível para acompanhar seu desenvolvimento nos primeiros anos de vida. Logo que minha prima, a mãe dele, me convidou para batizá-lo, aos 22 anos, eu logo decidi que tipo de madrinha eu gostaria de ser: a madrinha legal e divertida! Na época, eu não tinha contato com outras crianças, nenhuma experiência em desenvolvimento infantil, toda a expectativa de ser uma madrinha maravilhosa e um monte de ideias erradas.

Fiz muitas coisas por ele, das quais me arrependo. Por exemplo, lembro quando ele era pequenininho, eu estava fazendo brigadeiro branco e tive a ideia – nada – genial de dar para ele experimentar. Costumava dizer que quando a mãe dele o deixasse comigo, eu daria todas as besteiras para ele comer e entregaria para ela com dor de barriga, e achava super engraçado!

Com o tempo, amadurecimento, acompanhando de perto seu desenvolvimento e me interessando mais em saber como funciona o desenvolvimento de uma criança, além de planejar que tipo de mãe eu quero ser, passei a entender que para ser a madrinha legal que ele precisa, não seria necessário “deseducá-lo”. Crianças precisam de rotinas, os responsáveis por criar rotinas são os pais e todas as pessoas ao redor precisam respeitar. Me tornei uma madrinha um pouco brava e exigente, mas o amor dele por mim não diminuiu – pelo contrário, temos loucura um pelo outro, e olha que de vez em quando eu sou bastante dura com ele.

Digo tudo isso porque meu pavor nos últimos tempos tem sido justamente ter que lidar com pessoas parecidas com quem eu era. Como disse antes, as rotinas criadas pelos pais para a criança devem ser respeitadas pelas pessoas ao redor, e quebra-las não sé apenas um desrespeito com a família, como também um atraso para a criança.

Tenho verdadeiro horror à crianças mal-educadas e todos os dias peço a Deus muita paciência e sabedoria para ser uma boa mãe e boa educadora. Mas muitas vezes, percebo que avós e tios, ao invés de auxiliarem na criação da criança, acabam prejudicando sua boa educação na ânsia de agradar e mimar os pequenos. Acontece que nem sempre atender à uma birra momentânea vai contribuir para que aquela se torne uma criança bem educada. Muitas vezes os pais precisam ser duros, pegar firme mesmo, colocar regras e limites, e uma pessoa de fora quebrando tais regras não contribui em nada, além de se tornar até inconveniente.

O Enzo me ensinou muita coisa. Eu que não tinha qualquer experiência com crianças, aprendi que ser legal não é ser permissivo, que cada um tem seu papel na educação da criança, que os pais são os principais responsáveis e suas decisões são sempre as que realmente contam – afinal ninguém usa como justificativa para uma criança mal educada, os avós que mimam demais e os tios que cedem a todas as birras, né? – e que muitas vezes, o que a criança precisa e quer é alguém que lhe imponha regras. No fim, cuidar e garantir uma boa educação pro resto da vida é o que nos faz ser realmente legais com os pequenos.

A segunda decisão difícil: escolher os padrinhos

Depois de decidir o nome do bebê, tivemos outra decisão difícil a fazer: quem serão os padrinhos do João Otávio? Quem, entre tantos amigos queridos, vai carregar a difícil tarefa de ajudar na educação e amar nosso pequeno quase tanto como se fosse a gente?

Tinha claro pra mim duas coisas: não queria tios, afinal tio é tio. E queria que fosse um amigo meu e outro do Fernando (padrinho amigo dele, madrinha amiga minha, ou vice-versa). Mas essa é uma conta difícil de se fazer, afinal pode acontecer de ele ter um grande amigo que eu não goste ou o contrário. Mas, decidir o padrinho foi simples: tinha que ser o Bruno.

O Bruno era o amigo do Fernando que estava com ele quando nos conhecemos, que acompanhou todo o início do nosso relacionamento, as primeiras brigas – e algumas outras também. Foi a pessoa que muitas vezes nos ajudou nas reconciliações e que acompanhou de perto nosso início do namoro. Antes da gravidez, já sabíamos que seria ele. Mas e a madrinha?

A madrinha foi difícil. Não que eu eu não tenha amigas queridas: pelo contrário, tenho muitas. Mas entre todas precisava decidir entre as melhores, mais leais, fiéis, companheiras e que eu sei que serão pra sempre. Por eliminação, sobraram poucas.

Dessas, quem eu confiaria a educação do meu filho plenamente, tanto pelos valores, que são parecidos com os meus e do Fernando, quanto pelo jeito de lidar com crianças? Aí sobraram duas! E aí que o negócio ficou mesmo difícil!

Minhas duas melhores amigas, que eu amo igualmente, com quem eu tenho um milhão de histórias e eu sei que assim serão até a velhice. Como escolher?

Aí pesaram os detalhes: os cuidados comigo e com o joão Otávio, o interesse em saber como estamos dia-a-dia, a atenção. A decisão veio com uma frase simples. Acontece que eu tive dois sangramentos durante o início da gravidez. No segundo deles, eu contei pra Mari. A resposta dela foi a seguinte: amiga, sossega aí, coloca essas pernas pra cima, cuida do João otávio, que eu tô indo pra tua casa!

Pronto! Minha decisão estava tomada. Ao longo das duas semanas que fiquei em casa, a Mari veio me visitar quase todos os dias, para que eu não ficasse sozinha. Então eu soube que ela faria qualquer coisa para cuidar do nosso Jota. Só podia ser ela!

Ufa! Decisão tomada, a hora do convite é sempre uma emoção, não há como negar. Atualmente, a Mari não mora no Brasil, mas tem estado mais presente do que muita gente que vive por aqui. Sabemos que, apesar da distância, o João Otávio estará sempre em boas mãos, bem cuidado e bem educado pela dinda Mari, afinal a madrinha do Jota é um amor, mas sabe muito bem como lidar com as crianças.

como conversar com o bebê?

Ontem me peguei numa situação delicada: o Fernando me perguntou se eu ando conversando com o João Otávio, e minha resposta foi lógica: sim! E aí ele me pediu pra ver como e o que eu converso.

Confesso: desde antes de eu engravidar eu já vinha conversando com meu futuro filho. Como acredito em reencarnação, nas minhas orações já vinha dizendo que eu estava me preparando para recebê-lo e que cumpriríamos juntos o que precisamos nessa vida.

Depois que soube que estou grávida, mantive o hábito das conversas, sempre em pensamento. Sei lá, se ele está dentro de mim e o que eu sinto influencia nele, ele deve ouvir minhas conversas em pensamentos – embora às vezes eu tenha dúvidas se é bom mesmo ele saber tudo o que eu penso, porque olha, é muita coisa pra um bebêzinho em formação! Mas conversar em voz alta, assim propriamente dito, eu não faço. E na verdade, nem sei como começar.
Acontece que, segundo o nosso oráculo BabyCenter, nessa fase da gestação o bebê já escuta coisas e passa a identificar a voz da mamãe e do papai. E o Fernando conversa tanto, que é claro que a voz dele, o Jotinha já deve reconhecer de longe. Mas e a minha? E se depois de nascer, ele não souber que sou eu? Bom, como toda boa mãe, fiquei cheia de culpa e resolvi treinar. Aí o fernando sugeriu que eu lesse um livro pra ele – O Pequeno Príncipe, é óbvio! – e eu adorei a ideia. Hoje à noite eu começo!

 

Pequeno príncipe vai me ajudar mais uma vez!


Na verdade, ontem eu já comecei a treinar – por total insistência do paizão aqui de casa – mas eu acho muito estranho. Me sinto meio “tola”, sem nem saber se ele entende o que eu falo. Bem se vê que eu nunca tive muito jeito com criança, né! To treinando, e vou chegar lá, em alto papos com o João Otávio ainda na barriga. O que tranquiliza nisso tudo, é a que a linguagem mais importante de todas, a do amor, eu sou craque e aí a gente se entende muito bem!

 

 

*Mas só pra garantir: alguém tem mais uma dica de como eu posso começar as conversa?

A primeira tarefa árdua

Escolher nome: eis a primeira tarefa árdua de todo casal que espera um bebê.

Sempre tive duas convicções quanto aos nomes dos meus filhos: 1- seriam nomes fáceis, para nunca precisarem repetir ou soletrar o próprio nome (passo por isso constantemente e é um saco.) 2- seriam nomes compostos. Mas, como quase todas as coisas da minha gravidez, minha teoria caiu por terra depois que vi o resultado positivo do meu exame.

Eu e o Fernando sempre brincamos de escolher nomes de filhos, e um pouco antes de saber que estamos grávidos, havíamos decidido que o nome do nosso primeiro filho, se fosse menino, seria João Otávio: nome lindo, composto, forte e que nós dois amamos. Mas quando saí do ultrassom com a confirmação do sexo, uma dúvida me atormentou: e aí? Qual será o nome do nosso homenzinho?

Até fizemos uma enquete de brincadeira no Facebook pra escolher um nome, mas aí começaram a aparecer nomes absurdos e ridículos e descartamos as opiniões alheias. Mas a dúvida realmente me incomodou por uns dois dias, enquanto o Fernando tinha pressa em decidir. Mas não dá pra decidir o nome assim, às pressas.

O nome carrega em si uma carga energética e de personalidade para o resto da vida. Já ouvi dizer até que cada um escolhe o próprio nome antes do nascimento e “sopra” nos ouvidos dos pais para que estes atribuam o nome escolhido. Eu acredito nisso. Aliás, acredito que tudo seja possível. Mas como não tenho a audição muito boa, fiquei confusa quanto aos nomes. Adotei uma técnica que era a seguinte: eu me imaginava chamando meu bebê pelos nomes analisados. Por fim, decidi pelo que eu conseguia “visualizar” melhor.

O escolhido entre Pedro, Henrique e João Otávio foi justo aquele que já queríamos antes: acho que talvez nosso anjinho já estivesse dizendo qual nome queria, antes mesmo de sabermos de sua chegada. Mas como toda mãe de primeira viagem que sou, cheia de preocupações, comecei a imaginar as possibilidades de apelidos e de um possível bulling com meu filho. Afinal, Otávio para virar otário é fácil, fácil. Ou então ao invés de ser chamado de João Otávio, vim um João Nono – que aliás não seria de todo esquisito, já que a origem do nome Otávio é justamente de “Oitavo Filho” – mas ainda assim, não é bonito. Mas aí me dei conta que, infelizmente, tem coisas que eu não vou poder prever e evitar na vida do meu filho (ai que dor no coração pensar nisso!  Quem não quer privar seu filho de qualquer sofrimento?).

 

Pra mim, decidir o nome foi o passo maior e mais difícil desde o começo, afinal é o nome que vai acompanhá-lo pelo resto da vida, sem previsão de mudanças: nossa! quanta responsabilidade fazer uma decisão tão grande por outra pessoa, né? Talvez devêssemos ser chamados de B1 ou B2 até os 18 anos, e aí então nós mesmos escolheríamos nosso nome. Não seria incrível? Mas as coisas não funcionam assim, então cabe aos pais essa incumbência.

Penso que o nome, além de soar bonito, precisa ter um significado bacana. Mas às vezes o significado é lindo e o nome horroroso, ou vice-versa. Sem mencionar os nomes lindos, mas que lembram gente chata, trapaceira, briguenta ou qualquer coisa que não desejamos que nosso filho seja. Ee joguinho de quebra-cabeça difícil, viu?

Tudo bem, devaneios a parte, nossa tarefa está cumprida. João Otávio agradou aos dois, e tem sido pronunciado tanto e com tanto amor que deve deixar o novo dono do pedaço bem satisfeito também.