Mamãe merece

Existe uma verdade universal, que quem tem filhos sabe como funciona, e quem não tem, não entende muito bem: a partir do momento que a gente descobre que está grávida, a gente pensa primeiro neles, inclusive  na hora das compras.

Desde que me descobri gestante, quero comprar tudo pro João Otávio e quase nada pra mim. Claro, existe cada coisa de bebê linda de morrer, eles precisam de muito mais coisa do que a gente e, além do mais, não vale a pena investir muito em roupa, afinal quase nada fica bom e a gente acaba nem aproveitando as roupas de grávida por muito tempo. Ok! Desculpas a parte, o que a gente quer mesmo é encher nossos babies de mimos, ficamos imaginando como ficarão em cada roupinha e nosso coração de enche de amor a cada nova compra. É uma delícia!

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Acontece que, de vez em quando, a gente precisa se lembrar de presentear a nós mesmas, afinal nós merecemos – e como merecemos. Infelizmente, temos o péssimo hábito de esperar mimos, agrados e carinhos vindos dos outros, e nos esquecemos de fazer por nós mesmas. Amamos dengos pros bacurizinhos vindouros, mas – ora seja! – também queremos presentes. Tudo bem, as roupas não ficam lá uma maravilha, mas a gente também precisa né?

Tudo isso para dizer o seguinte: hoje acordei chateada, mais do que ontem – deve ser a mistura dos hormônios, calor, cansaço e saudade do namorido em casa. E, mesmo sem a menor disposição, precisava ir às compras de natal para irmãos, cunhado, namorado, afilhado. Mas e eu? Tenho comprado presentes pra todo mundo, e eu me deixei de lado! Resolvi então me presentear pelo Natal. E também pela gravidez. E também pelos próximos meses e por tudo de novo que está por vir.  Durante uns dois segundos, quase me senti culpada, afinal eu poderia estar comprando pro Jota, mas a sensação passou bem rápido. Afinal, umas comprinhas me fizeram muito bem, meu humor melhorou bastante, e se faz bem para a mamãe, faz bem para o bebê.

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Escrevi tudo isso para dizer que, ainda que recebamos toda a atenção do mundo dos outros, precisamos, de vez em quando, prestar atenção no que a gente quer. Como disse antes, precisamos de carinho da gente mesma. De vez em quando, não custa comprar um uma lembrancinha para a nova mamãe do pedaço para agradecer tudo o que ele tem feito e fará pelo neném: você mesma! Afinal, ninguém faz bem para outra pessoa, se não estiver bem consigo mesma (imagina cuidar de uma criança).

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Carinhos na gravidez e mão da barriga

Uma das melhores coisas da minha gravidez, até agora, é o carinho que tenho recebido das pessoas. Fico emocionada cada vez que alguém dá parabéns, me abraça, dá uma lembrancinha pro Jota ou mesmo quando as manifestações são através das redes sociais.

Esses dias estava me sentindo meio chateada, e por coincidência precisava ir em uma das lojas em que trabalho. A recepção que eu tive das meninas foi tão boa, me senti tão acolhida, recebi tanto carinho, que mudou meu dia.

Outra coisa que me deixa muito emocionada é quando coloco algo sobre a minha gravidez no facebook e as pessoas curtem. É bobagem, eu sei. Ontem, por exemplo, coloquei uma foto da minha barriga e várias pessoas curtiram e comentaram, mesmo pessoas com quem tenho pouca interação na rede. Isso me faz pensar o quanto um bebê é capaz de aproximar e encantar pessoas, e o quanto as pessoas me querem bem.

Mas como nada é perfeito, em meio a tudo isso, eu tenho um pequeno problema: detesto quando as pessoas colocam a mão na minha barriga – aliás, essa foi uma das poucas teorias que eu tinha antes de grávida que não se anularam nos últimos meses.

O assunto é polêmico, mas meu motivo é simples: por mais que as pessoas me falem coisas boas, e eu sinto que a grande maioria tem intenções e desejos maravilhosos para mim e para meu filho, eu nunca sei o que a pessoa sente e pensa quando acaricia minha barriga. Além disso, ninguém sai por aí encostando em homem barrigudo nem em mulheres não-grávidas, né? Então acho que eu não tenho mesmo que amar esse pequeno gesto. E não amo.

Lógico que, dependendo de quem for, não me importo e até acho que um carinho faz bem, como quando são os avós, tios e amigos próximos. E também aquelas pessoas que a gente sente que a energia é boa de longe. Tirando esses, acho deselegante, inadequado e às vezes até um pouco desrespeitoso quando as pessoas vêm logo colocando a mão na minha barriga, porque ultrapassa aquele limite invisível que todo mundo tem para seu espaço pessoal. Mas fico sempre numa situação indelicada. Não sou uma pessoa de meias palavras, então como corro o risco de falar algo e ser muito grosseira, às vezes fico quieta, e delicadamente, eu mesma coloco a mão na barriga também, como se assim pudesse proteger meu filho de qualquer invasão.

Fora isso, continuo dizendo que amamos todas as outras manifestações, recados, lembranças, abraços, presentinhos. Enfim, as formas de dar parabéns e dizer o quanto o Jota é bem vindo, são muitas. Eu não sou uma pessoa tão radical. Mas se o desejo de tocar na barriga for irresistível, por favor, não custa pedir licença.

P.S: não sei como as outras mãos se sentem quanto a isso, essa é uma opinião bem pessoal sobre o assunto.

P.S2: esse post não é um recado pra ninguém, é apenas um desabafo.