Gestação após a cirurgia de redução do estômago

Achei esse artigo excelente, a respeito de gravidez após a redução do estômago.

Vale a leitura.

fonte: http://www.renatokalil.com.br/

 

 

“Cerca de 50% das cirurgias para tratamento da obesidade são realizadas em mulheres em idade fértil, muitas delas, com grande dificuldade de engravidar devido aos vários problemas causados pela obesidade que afetam a ovulação. Com a perda de peso induzida pela cirurgia, geralmente ocorre a normalização dos ciclos menstruais, anteriormente irregulares, desaparecem os cistos ovarianos, estabelece-se a ciclicidade hormonal e a ovulação é a regra.

Nesse novo ambiente metabólico, muitas mulheres, anteriormente com quadros de infertilidade, vêem uma possibilidade real de engravidar. É muito importante que esta decisão seja compartilhada com a equipe médica. Esta gestação tem que ser programada e assistida, devido aos vários riscos impostos pelas mudanças anatômicas e funcionais produzidas pela cirurgia de redução do estômago.

Nas pacientes obesas, os problemas ginecológicos e obstétricos não são poucos. Quando conseguem engravidar, elas apresentam muito mais abortos e partos prematuros, diabetes gestacional, hipertensão arterial relacionada à gestação, pré-eclâmpsia, bebês demasiadamente grandes e com muito mais gordura corporal, hemorragias durante cesareanas, infecções de feridas cirúrgicas e complicações anestésicas. Nessas mulheres, a perda de peso, antes da gestação, pode propiciar as condições necessárias não somente à concepção e à gestação, mas também ao exercício da maternidade de forma mais saudável e feliz.

Quando a perda de peso envolvendo dieta, medicamentos e exercícios falha, as pacientes com obesidade grave podem ter acesso, através da cirurgia bariátrica, a um tratamento potencialmente efetivo, que pode resultar em perda de até 70% do excesso do peso corporal.

Além disso, esse procedimento pode promover a normalização de várias complicações associadas à obesidade mórbida. São muitos os tipos de procedimentos cirúrgicos utilizados, mas a maioria deles associa a redução do volume do estômago com mudanças na conformação das alças intestinais de modo a reduzir a absorção de parte dos alimentos ingeridos.

De uma maneira geral, estas opções terapêuticas não se tratam de procedimentos simples. Mesmo quando realizados por via laparoscópica, sem a abertura da parede abdominal, a cirurgia bariátrica pode resultar em complicações e falhas, sobre as quais a paciente deve ser amplamente esclarecida, antes de se submeter ao tratamento.

A rápida perda de peso que se segue às cirurgias da obesidade alcança um platô por volta de 12 a 18 meses, após o procedimento. É recomendável o uso de anticoncepcional nessa fase, uma vez que a perda rápida de peso pode colocar em risco o desenvolvimento fetal e os benefícios da perda de peso para essa mulher.

As técnicas classificadas como by pass desviam o alimento de importantes rotas absortivas e podem levar à deficiência de vários micronutrientes importantes para a saúde materno fetal. As deficiências de ferro, cálcio, vitamina B12 e ácido fólico, comuns nas pacientes submetidas a essas cirurgias, são mais intensas nas mulheres que menstruam, uma vez que perdem mais ferro através do sangue menstrual.

As deficiências nutricionais idealmente deveriam ser identificadas e tratadas antes da concepção. Isso pode ser feito com a suplementação de ferro, através do fumarato de ferro, mais tolerável do que o sulfato ferroso, vitamina B12 via oral 500 a 1000mcg/dia ou por via intra-muscular 500 a 1000mcg uma vez ao mês.

O cálcio – cerca de 1200mg/dia – deve ser administrado sob a forma de citrato de cálcio, uma vez que os sais de carbonato de cálcio requerem a acidez gástrica, e devido à redução drástica da câmara do estômago e do suco gástrico, estes nutrientes são muito mal absorvidos. Finalmente, todas as mulheres em idade reprodutiva devem receber, pelo menos, 400mcg de ácido fólico diariamente, para a redução do risco das malformações neurológicas, os chamados defeitos do tubo neural.

Além da manutenção dos cuidados e suplementações já iniciados antes da concepção, geralmente, há a necessidade de se intensificar as doses das vitaminas e minerais. Nesse momento, a gestante deve ser advertida sobre os riscos da super dosagem de uma vitamina em especial: a vitamina A. A dose contida nas vitaminas pré-natais é de 5000UI de vitamina A, por comprimido, e, muitas vezes, a gestante, após a cirurgia bariátrica, é corretamente orientada a ingerir 2 comprimidos por dia, alcançando a dose máxima de 10000UI da referida vitamina. Além desses dois comprimidos, a gestante não deve ingerir nenhum outro remédio que contenha vitamina A, pois além da dosagem de 10000UI, a vitamina é teratogênica.

As complicações da cirurgia bariátrica durante a gestação incluem a obstrução intestinal materna, geralmente devido à hérnias do intestino delgado, mais comuns nos procedimentos com laparoscopia, em relação às mulheres operadas através de abertura da parede abdominal. Podem ocorrer ainda torções intestinais, que, às vezes, evoluem para lesões intestinais graves, quando não diagnosticadas em tempo hábil. Essas alterações intestinais podem ser induzidas pelo crescimento uterino, deslocando o intestino anatomicamente alterado pela cirurgia e predispondo a herniações e torções. As queixas de desconforto abdominal nas gestantes devido a complicações da cirurgia bariátrica podem passar despercebidas ou podem ser confundidas com as alterações ligadas à própria gestação como os vômitos freqüentes, refluxo, contrações uterinas e mal estar matutino.

Os riscos das deficiências de micronutrientes aumentam com a progressão da gestação, levando à necessidade da suplementação desses através da via endovenosa ou intramuscular. É o caso das deficiências graves e resistentes de ferro e vitamina B12.

As baixas de glicose ou hipoglicemias, tão freqüentes nas gestantes de uma maneira geral, são geralmente mais freqüentes e mais graves nas gestantes após a cirurgia bariátrica. Além disso, a complicação mais sintomática e desconfortável dessas cirurgias, o chamado dumping, é também mais freqüente nas gestantes. Há que se reforçar a necessidade das refeições mais freqüentes, o cuidado com o jejum prolongado e o risco dos líquidos ou alimentos sólidos ricos em açúcar. As manifestações extremamente desconfortantes do dumping dão à paciente submetida à cirurgia bariátrica a noção clara da importância do controle alimentar, tanto em relação à freqüência, como em relação ao tipo de alimentos ingeridos.

A perda de peso das gestantes, após a gestação e o parto, segue a mesma intensidade da perda de peso após a cirurgia bariátrica. Há relatos de que a maior parte do peso ganho durante a gestação é perdida nas primeiras 5 semanas após o parto.

A amamentação não é contra-indicada para estas pacientes, entretanto, quadros de deficiências maternas de microcutrientes, como os descritos acima, podem levar às mesmas manifestações nos bebês que estão amamentando. Essas mães devem seguir suas suplementações rigorosamente para realizarem o sonho de amamentarem seus bebês.

Quando comparadas com as gestantes obesas que engravidam, aquelas que o fazem após a cirurgia bariátrica, têm menor incidência de hipertensão arterial, menor ganho de peso durante a gestação e bebês de peso semelhantes, embora os grandes fetos macrossômicos sejam menos comuns nas mulheres operadas.

A orientação nutricional e a adesão das pacientes ao novo programa alimentar favorece os resultados positivos das gestações de mulheres submetidas à cirurgia bariátrica. Por outro lado, a dificuldade que muitas dessas pacientes têm de seguir estas mesmas orientações pode tornar essas gestações complicadas, expondo os bebês aos riscos de graves malformações e desnutrição.”

Manchas na pele durante a gravidez

 

Tenho uma confissão a fazer: tenho verdadeiro horror a manchas no rosto, exatamente na mesma proporção que tenho preguiça extrema daquele ritual de beleza diário antes de dormir, e de passar protetor solar diariamente.

Dificil né? Ou corro o risco de me acostumar com as manchas ou me acostumo a vencer a preguiça e cuido da pele. Pois bem, na dúvida, e sempre pensando que é melhor prevenir que remediar, resolvi fazer uma forcinha por mim mesma, afinal desde que engravidei tenho pensado muito no meu bebê e às vezes esqueço do que eu preciso realmente. E sem contar que a necessidade bateu mesmo na porta, já que, com a gravidez, minha pele ficou beeeeemmmm mais oleosa.

Como não custa nada dar umas diquinhas, compartilho com vocês os produtos que adotei para deixar minha pele mais saudável:

 

1- Dermotivin: sabonete facial para pele mista ou oleosa. Já conhecia o produto, por isso foi minha primeira opção de compra para o rosto.dermotivin

 

2- Creme Hidratante Facial Neutrogena Oil Free FPS15:  pela orientação da minha médica, eu posso usar qualquer hidratante, desde que não haja nenhum tipo de ácido na composição. tive um pouco de dificuldade disso, mas encontrei esse creme. Na dúvida sobre a composição, perguntei pra farmacêutica pra garantir que não haveria contra indicação. tenho usado todas as noites e de manhã também. gosto bastante. mantém minha pele hidratada, sem deixar gordurosa. e ainda previne as temidas ruguinhas.

neutrogena

 

3- Anthelios AC FPS 40 com Cor La Roche-Posay: Fluido Protetor Solar: esse é p protetor solar indicado por grande parte dos dermatologistas. Gosto, principalmente, porque é feito por laboratório farmacêutico, e não por indústria de cosmético. deixa a pele bem protegida, tem o toque seco, nadinha de oleosidade. Só tem um inconveniente: por mais bem espalhado que fique, tem uma tendência a deixer a pele esbranquiçada, então você corre o risco de parecer mais pálida do que o normal.

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4-  Toleriane 40 ml – La Roche-Posay: hidratante para pele muito sensível. hidrata e protege a pele contra alergias, rosáceas e afins. A Maria – dinda do Jota – trouxe sob encomenda de Londres pra mim, e comecei a usar faz poucos dias. Mas to adorando. Pele super hidratada, sem riscos de alergia! Perfeito para a gravidez na minha opinião.

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 Acredito que tô bem amparada contra as manchinhas super indesejadas. Tenho sido disciplinada para evitá-las, e apesar de saber que são em boa parte “culpa” do fator genético, prevenir é sempre um caminho excelente a se tomar. Claro que, eu não sendo médica, não tenho cacife para indicar nenhum produto com total convicção, então apesar de esses produtos terem caído no meu agrado, na dúvida não esqueças sempre de consultar um médico, ok?

Alimentação

Cuidar da alimentação durante a gravidez é, a meu ver, um dos pontos mais importantes do período.

Precisamos considerar que todo o alimento e nutriente de que nosso bebê precisa provém unicamente do que comemos, e ser negligente com isso pode comprometer o desenvolvimento da criança durante toda a vida.

Levando isso em conta, procurei uma nutricionista assim que soube que estou grávida. Na verdade, procurei a mesma que me acompanhou no período pós-redução de estômago. Já conhecia e gostava do trabalho dela, além de ela já conhecer meu histórico. Penso que toda mulher deveria fazer o mesmo, em especial as que passaram por uma intervenção cirúrgica como eu. Minha preocupação desde o início era garantir um crescimento saudável, sem qualquer risco de subnutrição, por exemplo.

Confesso que não tenho mais seguido à risca a dieta que me foi passada. Mas abri mão do meu café preto: tinha o hábito de tomar café sem leite desde criança, pelo menos duas vezes ao dia. Adotei então o leite e reduzi para uma dose diária, pela manhã. Troquei o adoçante. Fui acostumada desde criança a não usar açúcar no café, e tenho pavor dessa combinação. Mas como o adoçante pode ser muito prejudicial ao bebê, mudei para sucralose, que é derivado da cana-de-açúcar e não entra na corrente sanguinea. É o único permitido para grávidas, e hoje tenho certeza de que foi uma boa troca.

Outra coisa que mudei foi o consumo de frutas. Nunca tive problemas para comer verduras, mas sempre fui chatinha para frutas, seja por preguiça ou por sempre querer algo mais saboroso. Mas passei a consumi-las diariamente e hoje em dia sinto até falta delas no cardápio.

Frutas diariamente

Passei a consumir mais produtos derivados de leite, como iogurte, coisa que pra mim sempre teve um gosto horroroso. Troquei a mussarela por queijo branco. E de vez em quando, faço um esforço e como granola, coisa que também não me agrada nem um pouco, mas é necessário.

Iogurte, leite, queijo

Depois da cirurgia, criei uma certa resistência a carne vermelha, mas passei a me obrigar a comer pelo menos 3 vezes na semana, por conta de uma anemia que já tinha antes de engravidar.

Basicamente, essas foram minhas mudanças mais significativas, embora tenha deixado de lado algumas coisas que gosto, como sushi. Há controvérsias sobre o consumo de comida japonesa na gravidez, e honestamente minha médica não pediu pra deixar de comer, apenas reduzir. Eu, por conta, tenho evitado qualquer contato, porque sei que a tendência a querer sempre mais é grande.

Apesar de tudo, minha alimentação continua bem tranquila, e admito, não deixo de comer as coisas que tenho vontade, tipo farinha láctea e leite ninho – duas coisas que fazia tempos que eu não comia, mas passei a desejar absurdamente. E chocotonne, que antes eu nem gostava.

Com tudo isso e mesmo com minhas escapulidas, o saldo na balança está de fazer orgulho até para uber model: 2 kg e 900 g em cinco meses de gestação! Minha meta é engordar até 11 kg no total, então tô indo super bem até agora!

Não tenho dúvidas que o fato de ter o estômago reduzido tem me ajudado muito, afinal em alguns períodos, a fome é quase insuportável. Mas ter consciência do que se come é dever de todas nós. O que não pode é cair na besteira de acreditar que precisamos comer “por dois”. Na verdade, a necessidade extra de calorias para uma mulher grávida é bem pequena e deve ser supriao por alimentos mais saudáveis, ricos em fibras e que sejam fonte de cálcio e ferro, por exemplo. Às vezes, é chato, porque a gente realmente quer comer mesmo, e quer comer bem. Mas não custa abrir mão. Esse tipo de cuidado, pode não parecer, mas também é uma prova de amor para nossos babies.