Será que acabou a magia?

Tenho tido uma dificuldade imensa em escrever nos últimos dias. O motivo principal é que, qualquer coisa que eu escrevesse, não seria tão bacana quanto antes. No último post, comentei sobre o fato de a minha ficha começar a cair: de repente me dei conta de que logo, logo terei meu bebê nos braços, e isso me assustou profundamente.

Junto a isso, vem o fato de que meus desconfortos – que não eram poucos – aumentaram nas últimas semanas. Minha barriga está maior e mais pesada a cada dia, e pequenas coisas do cotidiano se tornaram um pouco complicadas. Hoje, por exemplo, pela primeira vez, tive uma certa dificuldade em fechar minha sandália. Tá, é super engraçado. Mas é chato. Vou precisar adotar aquelas rasteirinhas de dedo, porque as fechadinhas já não são práticas.

Minhas roupas deixam de servir de um dia pro outro e dormir só é possível de lado: com a barriga pra cima, as costas doem bastante. Ah! e cada vez que eu troco de lado durante a noite, eu acordo por causa do peso da barriga, ou seja meu sono é picado. Junte a isso as corriqueiras câimbras, azia, inchaço nas pernas, falta de ar e o bom e velho cansaço, que voltou a me atormentar.

Para quem tem acompanhado o blog, nada disso é novidade. E para quem já passou por uma ou mais gravidez, a resposta é sempre a mesma: tudo isso é normal! E é, mesmo! Mas é um saco. Só que agora eu tenho um agravante para tudo isso: a ansiedade!

Não fiquei ansiosa, até agora, durante a gestação. Mas desde que o quarto está pronto, o tempo se arrasta, os dias parecem mais longos. Se até então, minha gravidez tinha voado, agora está a passos de tartaruga. E a espera é angustiante. Mais do que antes, penso no parto e fico nervosa, e me apavoro pelo fato de saber que eu não tenho a menor ideia de como serão meus dias quando João Otávio nascer.

Talvez eu tenha deixado de romantizar tudo – ok, desde que me falaram que eu romantizo tudo, eu tenho pensado muito nisso, e me sinto meio tola às vezes. Talvez a magia tenha acabado. Aliás, também já me falaram que a magia da gravidez é um mito. Talvez seja só ansiedade pela espera. Para tudo isso, tenho procurado me ocupar com outras coisas, tipo devorar livros, já que depois eu acho que não terei tempo, e também reconsiderar a ideia de fazer um chá de fraldas, já que pelo menos esse planejamento me dará outro foco. O fato é que, apesar da ansiedade e da angústia, eu sei que vou precisar esperar mais uns dois meses e meio para saber o que realmente acontecerá. E, pelo visto, esses próximos dois meses e meio serão beeemmm longos.

Desconfortos, Parte 2

Já comentei isso aqui no blog, mas acho muito engraçado quando alguém pergunta se eu tenho enjoada muito. É engraçado por dois motivos: primeiro que a “fase” dos enjoos pra mim já passou faz tempo, afinal já tô com quase 6 meses de gestação. Segundo porque, realmente, enjoos eu quase não tive, mas em compensação o resto…

Às vezes pareço um poço de reclamação. É azia, dor nas pernas, câimbras, dor nas costas, cansaço, cansaço e cansaço, cólicas, constipação, gases e por aí vai. Pois era só o que me faltava, além de tudo isso, sofrer  enjoando e vomitando!

Agora tô num período em que o que mais me incomoda é a azia. Azia todo dia, às vezes o dia todo, inclusive, independente do que eu como, se eu deito ou não. Minha médica até me deu um remédio pra aliviar, mas confesso que dura por uns 40 minutos e logo o incômodo volta. Já me falaram que banana, além de ser ótimo pra evitar câimbras também alivia a danada da azia, e na dúvida, como uma por dia, mas infelizmente não comprovei a eficácia.

E por falar em evitar câimbras… ai ai… de vez em quando elas aparecem, graças a Deus com menos frequência do que a queimação no estômago. Mas quando aparecem! Além de levar belos sustos de madrugada por causa da dor, fico com vestígios por vários dias depois da visita que recebo sempre durante a noite.

E ainda tem o inchaço nas pernas. Em dias de calor, minhas pernas incham a ponto do meus pés deixarem de servir nos sapatos. Não é agradável! O inchaço ainda traz aquela sensação horrível de peso nas pernas. Mas de todos, esse é o mais fácil de “curar”: drenagem linfática ajuda e muito, além de beber MUITA água. Um belo suco de couve logo de manhã também ameniza bastante.

Pois é, não posso dizer que enjoos, de fato, me incomodem, afinal eles são até bem amenos perto do resto. Mas acho que o que eu tenho já me basta e me dá bastante motivo pra parecer uma velha chata e reclamona, não é?

E vocês, o que fazem pra aliviar os incômodos da gestação. Ando aceitando sugestões, dicas e macetes!

Desconfortos

Quase todo mundo me pergunta se eu tenho enjoado muito. Sempre penso a mesma coisa nessas horas: se fosse só o enjoo tava bom. No geral, até que não tive muitos enjoos – tirando os momentos de ansia de vômito no mercado, coisa que se tornou bem corriqueiro pra mim – mas tenho alguns outros sintomas de gravidez que me incomodam bem mais.

O enjoo é, penso eu, o sintoma de gravidez mais popular, junto com os desejos. Mas esses não são os únicos. O que nunca ninguém tinha me dito é que seria normal ter cólicas, muito parecidas com àquelas menstruais. São quatro meses sentindo cólica dia sim e no outro também. Inclusive, foi justamente por causa da cólica que, apesar da minha intuição, eu acreditava não estar grávida quando fiz meu exame.

Essas cólicas já me rendeream algumas noites mal dormidas, umas ruguinhas de preocupação, momentos extras de repouso e ultrassom a mais. Sim, ter cólicas é normal, mas para mamãe de primeira viagem e com o time de peso que eu tenho, é motivo para breves desesperos – e nesses casos, não custa investigar. No fundo, já até estranho quando elas não aparecem.

Outro sintoma de gravidez que me tomou por completo, foi o cansaço extremo. Mas assim, não é só que eu me sinto cansada. É algo como se eu tivesse trabalhado 18 horas seguidas, carregando blocos para construir as pirâmides do Egito sozinha. Parece exagero, eu sei. Mas não é. Já tive dias de sair do banho e voltar a dormir antes de me arrumar pra trabalhar, tamanho era o cansaço. Os motivos, além da gravidez, eu acredito que sejam uma leve anemia que eu já tinha antes de engravidar e um hipotireodismo , ambos já sendo tratados. Claro que tanto cansaço também já me rendeu mais uma dose extra de preocupação.

Me falaram que tanto o cansaço quanto as cólicas iriam embora depois de doze semanas, mas completando hoje dezesseis semanas, nada mudou. Minha esperança agora é que algo mude a partir da décima sétima.

Quanto aos desejos, bom, eu escrevo depois junto com outros sintomas. Sou suspeita pra escrever sobre esses incomodos, porque confesso, sou muito sensível e pouco tolerante a desconfortos físicos. E muito menos quero assustar as candidatas a gestantes, nem ficar me lamentando. mas acho que nãos custa avisar para que tudo possa acontecer. Sei de gente que passou a maior parte da gravidez vomitando e sei de gente que sequer percebeu a barriga crescer até o sexto mês. Cada gestação é única e cada uma sabe o quão tolerante é aos desconfortos. mas de qualquer maneira, não custa avisar, não é mesmo? Afinal, nem só de enjoo se faz uma gravidez.