Desconfortos, Parte 2

Já comentei isso aqui no blog, mas acho muito engraçado quando alguém pergunta se eu tenho enjoada muito. É engraçado por dois motivos: primeiro que a “fase” dos enjoos pra mim já passou faz tempo, afinal já tô com quase 6 meses de gestação. Segundo porque, realmente, enjoos eu quase não tive, mas em compensação o resto…

Às vezes pareço um poço de reclamação. É azia, dor nas pernas, câimbras, dor nas costas, cansaço, cansaço e cansaço, cólicas, constipação, gases e por aí vai. Pois era só o que me faltava, além de tudo isso, sofrer  enjoando e vomitando!

Agora tô num período em que o que mais me incomoda é a azia. Azia todo dia, às vezes o dia todo, inclusive, independente do que eu como, se eu deito ou não. Minha médica até me deu um remédio pra aliviar, mas confesso que dura por uns 40 minutos e logo o incômodo volta. Já me falaram que banana, além de ser ótimo pra evitar câimbras também alivia a danada da azia, e na dúvida, como uma por dia, mas infelizmente não comprovei a eficácia.

E por falar em evitar câimbras… ai ai… de vez em quando elas aparecem, graças a Deus com menos frequência do que a queimação no estômago. Mas quando aparecem! Além de levar belos sustos de madrugada por causa da dor, fico com vestígios por vários dias depois da visita que recebo sempre durante a noite.

E ainda tem o inchaço nas pernas. Em dias de calor, minhas pernas incham a ponto do meus pés deixarem de servir nos sapatos. Não é agradável! O inchaço ainda traz aquela sensação horrível de peso nas pernas. Mas de todos, esse é o mais fácil de “curar”: drenagem linfática ajuda e muito, além de beber MUITA água. Um belo suco de couve logo de manhã também ameniza bastante.

Pois é, não posso dizer que enjoos, de fato, me incomodem, afinal eles são até bem amenos perto do resto. Mas acho que o que eu tenho já me basta e me dá bastante motivo pra parecer uma velha chata e reclamona, não é?

E vocês, o que fazem pra aliviar os incômodos da gestação. Ando aceitando sugestões, dicas e macetes!

É seguro fazer drenagem linfática na gravidez?

Além de praticar atividades físicas, ingerir líquidos e manter uma dieta balanceada, com pouco sal, um dos métodos mais recomendados que pode ser usado para amenizar o inchaço durante a gravidez, e contribuir para o bom funcionamento do sistema circulatório, é a drenagem linfática.

Classificada como uma espécie de massagem, é uma técnica criada na Europa por volta dos anos 30, e estimula os gânglios linfáticos, melhorando seu funcionamento e, consequentemente, a circulação sanguínea e escoamento dos líquidos retidos. A partir de movimentos leves e lentos, e realizada somente por profissionais devidamente treinados e habilitados, elimina toxinas e diminui o tão temido e incômodo inchaço, naturalmente.

Mas, apesar de parecer uma ótima solução para aliviar o chamado “peso” extra nas pernas, por exemplo, não são todas as grávidas que podem fazer e não é autorizado em qualquer período da gestação – cada tipo de gravidez é um caso. A palavra-chave em questão é CAUTELA e, independente de qualquer recomendação, é essencial que você converse com seu obstetra e só tente o tratamento depois do aval dele. Lembre-se: durante a gravidez, todo cuidado é pouco.

“Considero que nem 10% das drenagens são realizadas de forma correta. Não existe nenhum estudo científico sobre o risco desse tratamento, então é preciso ter muito cuidado”, alerta o ginecologista e obstetra Abner Lobão, da Unifesp (SP). Uma drenagem linfática mal feita pode induzir o parto, se realizada a partir dos seis meses, ou favorecer um aborto, se feita até os três. Quando realizada por profissionais competentes, não oferece riscos à gestante.

É importante ressaltar que, apesar de parecer uma massagem simples e estar disponível até mesmo em salões de beleza, a drenagem linfática exige um profissional qualificado, preferencialmente um fisioterapeuta. “A pressão das mãos do terapeuta é um elemento essencial para a massagem. Normalmente, terapeutas não qualificados e acostumados a massagear clientes que buscam resultados estéticos acham que a força emitida pelas mãos vai interferir no resultado alcançado, e isso para uma grávida pode ser perigo. Em hipótese alguma, a drenagem linfática deve ser feita com força. Também vale lembrar que a área da barriga não deve ser massageada”, alerta a fisioterapeuta Mariana Lopes da Veiga.

No pós-parto, ela é altamente recomendada porque ajuda a eliminar as toxinas e o excesso de líquidos, além de diminuir o inchaço. Aproveite esse momento, que é só seu, para relaxar e voltar renovada para casa!

 

 

 

fonte: http://revistacrescer.globo.com/