Lindo!

Hoje recebi esse texto pelo facebook, duas vezes até. e Achei que seria legal compartilhar, afinal me emocionou profundamente!

espero que gostem!

 

“Nós estamos sentadas, almoçando, quando minha filha casualmente menciona que ela e seu marido estão pensando em “começar uma família”.

— Nós estamos fazendo uma pesquisa — ela diz, meio de brincadeira. — Você acha que eu deveria ter um bebê?

— Vai mudar a sua vida — eu digo, cuidadosamente, mantendo meu tom neutro.

— Eu sei — ela diz. — Nada de dormir até tarde n
os finais de semana, nada de férias espontâneas…

Mas não foi nada disso que eu quis dizer. Eu olho para a minha filha tentando decidir o que dizer a ela. Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos. Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar, mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável.

Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar: “E se tivesse sido o MEU filho?”; que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar; que quando ela vir fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer.

Olho para suas unhas com a manicure impecável, seu terno estiloso e penso que não importa o quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzí-la ao nível primitivo da ursa que protege seu filhote; que um grito urgente de “Mãe!” fará com que ela derrube um suflê na sua melhor louça sem hesitar nem por um instante.

Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos investiu em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade. Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu bebê. Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem.

Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais serão rotina; que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro masculino, ao invés do feminino, no McDonald’s, se tornará um enorme dilema; que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças gritando, questões de independência e gênero serão pensadas contra a possibilidade de que um molestador de crianças possa estar observando no banheiro.

Não importa o quão assertiva ela seja no escritório, se questionará constantemente como mãe.

Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que jamais se sentirá a mesma sobre si mesma; que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho; que ela a daria num segundo para salvar sua cria — mas que também começará a desejar mais anos de vida, não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles.

Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou estrias, se tornarão medalhas de honra.

O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um homem que tem cuidado ao passar pomadinhas num bebê ou que nunca hesita em brincar com seu filho. Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas.

Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá com as mulheres que, através da história, tentaram acabar com as guerras, o preconceito e com os motoristas bêbados.

Eu espero que ela possa entender por que eu posso pensar racionalmente sobre a maioria das coisas, mas que me torno temporariamente insana quando discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro dos meus filhos.

Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho aprender a andar de bicicleta.

Quero mostrar a ela a gargalhada gostosa de um bebê que está tocando o pelo macio de um cachorro ou gato pela primeira vez. Quero que ela prove a alegria que, de tão real, chega a doer.

O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que tenho lágrimas nos olhos.

— Você jamais se arrependerá — digo finalmente. Então estico minha mão sobre a mesa, aperto-lhe a mão e faço uma prece silenciosa por ela e por mim e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho esse que é o mais maravilhoso dos chamados; esse presente abençoado de Deus, que é ser mãe.

Autor Desconhecido”

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Prepare-se

Escrevi esse texto mentalmente durante uma noite insone, e como estava decidida a não fazer um blog, mandei para minha amiga Rejane – que escreve no http://www.cheirinhodemae.wordpress.com – publicar lá.

Aí mudei ideia hoje de manhã e to publicando aqui também.

Prepare-se

Se você está pensando em engravidar em breve, permita-me um conselho

– e  acostume-se com eles, afinal todo mundo tem uma super dica para
as grávidas: prepare-se.
Prepare-se para os enjôos, seios inchados, cansaço extremo,
esgotamento físico e noites mal dormidas. Prepare-se para as mudanças
repentinas de humor, o choro fácil, a irritação por nada, o riso à
toa, a carência e a vontade de fugir pra uma ilha deserta – tudo isso
no mesmo dia.
Prepare-se para as mudanças na alimentação, para deixar de comer
coisas que ama e amar coisas antes impensáveis. Prepare-se para os
desejos estranhos e para comer as comidas mais gostosas da sua vida:
nada é mais delicioso do que aquilo que você deseja quando grávida.
Prepare-se para sentir um misto de preocupação, medo e angústia, e
por se sentir completamente responsável por alguém que você ainda nem
sabe direito como é. Prepare-se para cuidar e educar uma criança – e
para todo o peso que isso carrega.
Prepare-se para questionar seus valores, criticar outros pais e
descobrir, no minuto seguinte, que você não tem a menor idéia da
“encrenca” que está se metendo. Prepare-se para relembrar sua
infância, entender melhor as preocupações de seus pais e querer fazer
qualquer coisa para cuidar e proteger seu bebê.
Prepare-se para se emocionar. Você vai se emocionar quando ler
“positivo” no exame de gravidez, vai se emocionar no primeiro
ultrassom ao escutar um coraçãozinho muito minúsculo batendo dentro de
você. Vai se emocionar em todos os outros ultrassons sempre que vir o
quanto seu bebezinho cresce. Vai se emocionar quando souber o sexo e
decidir o nome. E em todas essas vezes, você vai chorar.
Prepare-se para ser mimada, muito mimada. Prepare-se para todos os
cuidados –  muitas vezes excessivos – de todos ao redor. Prepare-se
para se descobrir iluminada, e ser ao mesmo tempo mais paciente com as
limitações de quem você ama.
Prepare-se, sobretudo, para um amor que você antes desconhecia
completamente. Prepare-se para amar seu bebê mais do que qualquer
coisa no mundo, para amar mais o pai da criança a cada minuto, para
amar a família que está construindo. Prepare-se para um amor que não
caberá em você.
E, depois de tudo, prepare-se para descobrir, todos os dias, que você
não se preparou o suficiente.

Beijinhos e até mais.

Jully

Bem-vindas

demorei quatro longos meses para escrever sobre a minha gravidez. mas eu sabia que essa hora chegaria. escrever, para mim, é quase tão fundamental quanto respirar nos momentos de dúvidas e mudanças – e nesse momento em que estou gerando uma vida e sendo tomada pelos hormônios, as coisas não seriam diferentes. eu precisaria, em algum momento, escrever.
estar grávida é uma bênção, uma alegria sem fim. quase todo mundo pergunta se eu estava planejando: não, eu não estava. e aí perguntam se estava cuidando: também não. meu desejo de ser mãe estava batendo muito forte e estava ficando cada vez mais latente.

eu sabia que não ia demorar. imaginava que o dia mais feliz da minha vida seria quando descobrisse que estava grávida. não foi. eu fiquei tão nervosa, atordoada e emocionada quem nem lembro de ter ficado realmente feliz. lembro que meu corpo adormeceu e eu só pensava nas milhares de coisas que precisava fazer antes de engravidar. não demorou muito pra ficha cair e eu me dar conta do milagre que estava acontecendo – pois é, eu sou dessas que acredita que toda gravidez é um milagre.

amanhã completo quatro meses de gravidez e cada dia sinto um turbilhão de emoções: são preocupações, alegrias, medos, uma angústia sem fim, muito chororô e desconfortos sem fim, e ainda assim continua sendo um milagre. acredito que a mulher quando está grávida passa a ser mais iluminada e protegida por dois anjos da guarda. por causa disso – e dos hormônios todos – ficamos mais sensíveis, flexíveis, tolerantes com algumas coisas, impacientes com outras, passamos a enxergar as coisas um pouquinho diferente.

apesar disso, tanta mudança repentina, me deixa em alguns momentos muito atordoada. por isso criei esse blog: para compartilhar experiências e dividir minhas expectativas com outras grávida e outras mães.

espero encontrar mais mamães a bordo dessa jornada.

seja sempre muito bem-vinda.

beijos