Barriga de Grávida

Tenho uma relação bastante controversa com a minha barriga: ao mesmo tempo que adoro, ela me causa incomodações profundas.
Admito que minha barriga nem é das maiores. Pelo contrário: precisei até adiar bastante minha sessão de fotos, por exemplo, porque a barriga não aparecia tanto quanto eu gostaria. Além disso, a minha é daquele tipo de barriga que eu sempre considerei linda: redonda, empinada, firme. Como não engordei tanto, praticamente a barriga é a única demonstração evidente da minha gravidez – embora eu tenha todos os outros sintomas que não são visíveis. De vez em quando, alguém me aborda na rua para elogiar minha barriga e dizer que está linda. Acho super engraçado, mas adoro e morro de orgulho, afinal me esforcei bastante para ter esse resultado.

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Ver a barriga crescer durante a gravidez é uma delícia. É como se o bebê começasse a se fazer presente, a gente vê se desenvolver, vê mudar de posição e quando os movimentos são mais intensos, percebe aquelas “ondinhas”, que na minha opinião, são a coisa mais linda. Mas conforme a barriga cresce, infelizmente vem o desconforto.
Em algum momento, todas nós teremos nossa posição determinada pelo bebê na barriga. Dependendo da posição do bebê, será inviável sentar reta na cadeira, por exemplo. Lá pelo quarto mês se tornou impossível dormir de bruços. E, de uma hora pra outra, você não conseguirá se abaixar e talvez precise até de ajuda para secar as pernas, fechar os sapatos e tirar a calça. Acrescente a isso o fato de que irá doer e pesar.
Eu adoro minha barriga de grávida, acho lindo de ver – não foi à toa a escolha do nome do blog, afinal é da barriga que a vida nasce! Vou sentir uma falta imensa de sentir os chutinhos, solucinhos e tudo mais. Honestamente, nem me lembro mais de como é não ter um bebê dentro de mim e tampouco consigo imaginar como será a sensação – dizem que é um vazio incrível! Entretanto, quanto mais o fim da gestação se aproxima, mais ansiosa fico para saber como será ter minha barriga de antes, afinal por mais linda que seja, será bom poder me movimentar normalmente outra vez.

Atenção: esse post receberá atualização em breve, com as fotos da minha barriga!

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Chutes e outros movimentos

 

Demorei a sentir o João Otávio mexer. E, confesso, isso me frustrava um pouco, vivia ansiosa pelos famosos chutes do bebê na barriga.

Em compensação, nas últimas semanas esses movimentos têm sido constantes, e com cada vez mais força. Sempre esperei bastante pelos minutinhos antes de dormir em que ele se manifestava e eu sentia ele se movimentar. Agora já não preciso esperar tanto: durante o dia, se tornou constante receber uma cutucada, mexidinhas, socos e por aí vai.

Não que eu esteja reclamando. De forma alguma, continuo achando uma delícia esses momentos, principalmente quando identifico uma constância: sempre que coloco música – principalmente samba –  ou quando o Fernando acaricia a barriga, e por aí vai. Mas preciso admitir, mesmo que a contragosto, que às vezes é um pouco incômodo.

Hoje, por exemplo, desde que almocei, ele não parou. A  ponto de eu precisar mudar de posição, por conta da pressão que estava fazendo perto da costela. Já até brinquei que acho que ele deve estar tentando rasgar minha barriga, pra ver se sai por ela. Não dói, nem machuca e também é uma sensação que não dá pra explicar. Mesmo incomodo, é gostoso – dá pra entender?

Nos dias em que ele fica mais quietinho, eu estranho e fico até um pouco preocupada. Ainda que cause um certo desconforto – principalmente de madrugada, no melhor do sono – como eu disse antes, continuo adorando esses momentos, que são bem íntimos e particulares, já que sou a única que tem o privilégio de senti-lo até o nascimento. Talvez seja besteira pensar assim, mas vejo como mais um dos milagres da gravidez – afinal é ou não é uma loucura ter uma pessoinha se mexendo dentro de você?

Quando o bebê começa a mexer.

Esperei ansiosamente para sentir os primeiros movimentos do João Otávio. Apesar de sentirmos só com umas 18 semanas ou mais, o bebê já mexe desde o início, e disso nunca tive dúvidas, afinal, nos ultrassons que fizemos nosso menino já se mostrava agitadinho.

Acontece que eu demorei pra sentir isso, e já estava agoniada. Ou na verdade, não demorei pra sentir, e sim reconhecer os movimentos do Jota. O que acontece é que com tanta coisa acontecendo dentro da gente – bebê mexendo, cólica, gases, constipação, dores na barriga – diferenciar uma da outra pode não ser tão fácil para mamãe de primeira viagem.

Eu ouvia dizer que bebês mexiam demais, que chutavam forte, que às vezes era incomodo, e na falta de tudo isso, quase passou despercebido as primeiras “tremidinhas” na barriga.  Claro, ainda é cedo para os famosos chutões ou acordar de madrugada por causa dos movimentos e tal, mas já aprendi a reconhecer quando não são gases. Parece brincadeira falando, mas escutei muito as pessoas dizerem que a gente confunde mesmo os movimentos do bebê com os movimentos peristálticos.

Pois bem, eis então que de uns dias pra cá, comecei a sentir com mais frequência. Gente, que delícia que é! Agora que já tô mais “experiente” no assunto, e não confundo mais, fico paradinha sentindo ele mexer, e fico toda babona. Principalmente quando ele “responde”. Ontem foi assim: conversando com ele, pedi pra que ele mexesse pro papai sentir, e então estava lá, ele sassaricando na barriga. Pena que o Fernando não sentiu muito. Dizem que algumas posições favorecem, e eu já descobri a nossa: deitada do lado esquerdo.

Agora entendo porque as pessoas perguntavam tanto se eu já sentia algo: é que a sensação é indescritivel, emocionante mesmo. Agora fico esperando sempre pra ver se ele nos dá um oizinho e nos presenteia com as mexidinhas.Apesar de ser muito intolerante para desconfortos, acho que nunca vou cansar dos movimentos, e vou sentir falta quando a gravidez acabar, afinal esse é o tipo de sensação que só as gravidez sentem, e é uma das recompensas pelos eventuais desconfortos da gravidez.

 

 

 

P.S: enquanto eu escrevia, João Otávio fazia movimentos frenéticos na minha barriga. Acho que ele gosta quando eu escrevo.