As mudanças que ocorrem na nossa vida

Quem tem um relacionamento estável e engravida sabe que, mesmo que a gente se esforce muito, acaba se afastando de algunsamigos. Seja pelo cotidiano, seja porque nem sempre dá pra fazer tudo como a gente quer, seja porque acabamos cedendo, em algum momento nos damos conta de que, infelizmente, alguns amigos queridos já não estão tão presentes na nossa vida como gostaríamos.

Nas últimas duas semanas, por conta de uma viagem a trabalho do Fernando, tive um pouco de tempo para rever alguns desses amigos – ainda que quisesse ter visto todos, mas não tive tempo hábil. A cada novo encontro, tive cada vez mais certeza de que minha vida mudou demais.

Percebi em alguns amigos, mudanças tão significativas quanto as que  ocorreram comigo, ainda que nenhum deles esteja “grávido”. Mas, para esses, o ano foi bastante generoso e produtivo, e trouxeram situações que obrigaram alguns a mudarem “na marra”. Com esses, ainda que estejamos vivendo fases completamente diferentes, senti uma conexão forte, como se apesar de tudo, a amizade permanecesse inalterada, ou melhor, ainda mais fortalecida, já que apesar do distanciamento temporal, continuamos na mesma sintonia, nos querendo bem, respeitando a vida e o momento de cada um.

Infelizmente, não foi com todos que tive essa sensação. Me peguei em situações me sentindo um peixinho fora d’água, como se simplesmente não fizesse mais parte daquele momento. E, de fato, não faço. Minha vida e interesse são outros, meus planos dizem respeito à outras coisas. Senti uma saudade imensa de quando eu fazia os mesmos planos. Mas não sinto falta. Gosto demais da minha vida como está, e mesmo achando super legal vê-los se divertindo tanto, não tenho motivos pra ficar chateada.

Não acho, honestamente, que sou melhor ou que minha vida esteja melhor do que a dos outros. Mas tenho certeza absoluta de que nunca estive tão bem como agora, que minha vida está melhor do que sempre foi. E mais ainda, vai melhorar! Apesar das diferenças, desejo revê-los sempre, tê-los por perto. E desejei que 2013 traga tantas bênçãos quanto 2012 trouxe pra mim. Voltei pra casa de um desses encontros ciente de que a gravidez trouxe mais mudanças do que as físicas, bem mais do que os olhos podem ver. Mas fiquei feliz, porque não trocaria a minha vida de agora por nada do mundo.

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Meus dias com João Otávio (na barriga)

Escrevi esse texto a pedido da Rejane, do Cheirinho de mãe. Ela tá preparando uma série super bacanas sobre a gestação, vista sob ângulos de diferentes mulheres grávidas. Eu adorei a ideia, super topei participar e compartilho meu texto aqui também.

 

 

 

Essa semana completo 18 semanas de gravidez, e hoje completo 13 semanas que descobri que estou grávida. treze semanas de muito altos e baixos, de expectativa, ansiedade, energia boa e muitas coisas maravilhosas.

Não foi tão simples me acostumar com a ideia de esperar um filho. Na verdade, de vez em quando tenho pequenos momentos de epifania em que me ocorrem novamente que estou grávida. E o sentimento é o mesmo de quando vi o resultado de gravidez – “Cara, eu tô grávida! Que loucura!” – e me emociono sempre e sempre.

Nessas 13 semanas, mudei minha alimentação, abandonei meu cafezinho preto com adoçante de todos os dias – tudo bem, nem foi tão difícil, já que o cheiro começou a me incomodar – e minha cervejinha do fim de semana. Eu que sempre fui preguiçosa para comer frutas, as coloquei no cardápio, coisa que me deixou realmente satisfeita.

Também tive dois pequenos sustinhos, que me obrigaram a pegar leva e evitar esforço físico por um pouco mais que duas semana. E por causa disso, ainda não iniciei minha tão planejada hidroginástica.

E senti um cansaço absurdo – coisa que já falei no meu blog! Um cansaço fora do comum. E minha barriga começou a crescer, mudando minha forma.

Tirando as coisinhas chatas, passei a viver as semanas mais mágicas da minha vida. Ter um bebêzinho se desenvolvendo na barriga, não canso de dizer, é um milagre, e pensar nisso quase sempre me dá vontade de chorar. Às vezes, fico tentando imaginar a carinha dele, o cheirinho de bebê (e vômito de bebê, e cocô de bebê!), e fico com cara de boba. João Otávio já ocupa a maior parte do meu coração e da minha vida, mesmo que eu ainda nem saiba com quem ele se parece.

Em alguns momentos também me pego pensando como será a educação dele. Será que vou ser uma boa mãe? E isso me atormenta completamente.

Em meio a todas as dúvidas e preocupações, vi um pai nascer ao meu lado – bom, quando nasce um filho, também nascem um pai e uma mãe, não é mesmo? – e estou cada vez mais apaixonada por ele.

Meus dias esperando nosso Jotinha têm sido, em geral animados. Se não são animados pelos eventos que pouco acontecem, são pelo turbilhão de pensamentos e hormônios que me dominam. Apesar de sempre falar da parte incômoda da gestação, estar grávida é uma delícia e me assusto como está passando rápido! Eu tô amando e tô feliz, muito feliz!