Quando chega a hora de retomar nossa vida

João Otávio está com quase dez meses, e posso garantir que esse tempo, minha dedicação foi quase que exclusiva a ele. Desde quando soube que estava grávida, eu tinha certeza de que queria ficar com ele todo o primeiro ano de vida. Não existe, durante a vida, nenhum outro período em que ocorram tantas mudanças e evoluções quanto o primeiro ano e eu tenho plena convicção do quão fundamental é a presença da mãe nessa fase.
Mas chega um momento em que precisamos reconhecer nossas limitações, deixar nossos filhos crescerem, cortar o cordão e retomar nossa vida. Hoje, meu lado mãe ocupa 90% do meu tempo e minha energia. E é chegada a hora de dividir melhor meu tempo, olhar e cuidar um pouco mais de mim.
Tenho certeza de que tenho feito um bom trabalho e que minha dedicação será valiosa na vida do meu pequeno. E, se eu desse mais um conselho aqui no blog, seria: fique com seu filho o máximo que você puder. Mas confesso que em alguns momentos, eu consigo entender porque algumas mulheres tem urgência em voltar da licença maternidade e porquê delegam tanto a educação dos filhos para outras pessoas. A experiência de cuidar de um filho é sem dúvida a
Coisa mais linda, preciosa e gratificante que pode ocorrer na vida de uma mulher. Mas é também a que requer maior responsabilidade, desprendimento, paciência e disposição.
Cuidar de um bebê em fase de descobertas e toda a energia do mundo, cansa. Eu admito que não tenho pique pra tanto, sempre fiz o perfil mais parada e meu filho é do tipo que ficar parado é coisa rara.
Diante de tudo isso, e da necessidade de voltar a trabalhar fora, decidimos colocá-lo na escolinha. Uma dura decisão, eu confesso, cheia de culpa, remorso e cobranças. Mas que vai nos fazer um bem danado. Sei que lá ele vai brincar com vários amiguemos tão dispostos quanto ele, sei que vai desenvolver habilidades que em casa eu não sei como estimular, sei que vai interagir com outras crianças. Também sei que vou ter um pouco de tempo pra mim, vou ter outros assuntos para conversar, sair de
Casa, trabalhar fora e que vou tornar nossos momentos juntos ainda mais preciosos.
Essa, assim como tudo na
Maternidade, não foi uma decisão simples. Hoje mesmo o Fernando me perguntou se eu não tenho dó. Eu tenho, mas sinto que preciso. E sei que vou chorar muito nos primeiros dias, vou ficar ligando e vou ser quase insuportável com as professoras, querendo saber cada detalhe da rotina dele. Mas vai ser bom para todos nós ter a mamãe se sentindo inteira novamente.

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