Aniversário de 1 ano!!

Hoje o Blog está completando 1 ano!

um ano

 

Lembro-me bem do que escrevi no primeiro post: eu sabia, desde que engravidei, que acabaria fazendo um blog, porque precisava compartilhar muita coisa que fervia na minha cabeça.

Neste um ano, eu desabafei, compartilhei experiência, declarei meu amor e escrevi um monte de coisas que eu queria dizer e às vezes não conseguia.

Por causa do blog, tornei-me próxima de outras amigas grávidas e fiz algumas outras novas amizades! E, também por causa do blog, descobri que tem muita, mas MUITA gente mesmo que gosta de mim e que torce pela minha felicidade e da minha nova família!

A todos vocês, muito obrigada por acompanhar nossa trajetória, compartilhar experiência comigo, me consolar, dividir medos, angústias, sonhos e felicidade!

Que venha mais um ano do Blog!

Beijinhos, beijinhos, com sabor de bolo de festa de criança!

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Barriga de Grávida

Tenho uma relação bastante controversa com a minha barriga: ao mesmo tempo que adoro, ela me causa incomodações profundas.
Admito que minha barriga nem é das maiores. Pelo contrário: precisei até adiar bastante minha sessão de fotos, por exemplo, porque a barriga não aparecia tanto quanto eu gostaria. Além disso, a minha é daquele tipo de barriga que eu sempre considerei linda: redonda, empinada, firme. Como não engordei tanto, praticamente a barriga é a única demonstração evidente da minha gravidez – embora eu tenha todos os outros sintomas que não são visíveis. De vez em quando, alguém me aborda na rua para elogiar minha barriga e dizer que está linda. Acho super engraçado, mas adoro e morro de orgulho, afinal me esforcei bastante para ter esse resultado.

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Ver a barriga crescer durante a gravidez é uma delícia. É como se o bebê começasse a se fazer presente, a gente vê se desenvolver, vê mudar de posição e quando os movimentos são mais intensos, percebe aquelas “ondinhas”, que na minha opinião, são a coisa mais linda. Mas conforme a barriga cresce, infelizmente vem o desconforto.
Em algum momento, todas nós teremos nossa posição determinada pelo bebê na barriga. Dependendo da posição do bebê, será inviável sentar reta na cadeira, por exemplo. Lá pelo quarto mês se tornou impossível dormir de bruços. E, de uma hora pra outra, você não conseguirá se abaixar e talvez precise até de ajuda para secar as pernas, fechar os sapatos e tirar a calça. Acrescente a isso o fato de que irá doer e pesar.
Eu adoro minha barriga de grávida, acho lindo de ver – não foi à toa a escolha do nome do blog, afinal é da barriga que a vida nasce! Vou sentir uma falta imensa de sentir os chutinhos, solucinhos e tudo mais. Honestamente, nem me lembro mais de como é não ter um bebê dentro de mim e tampouco consigo imaginar como será a sensação – dizem que é um vazio incrível! Entretanto, quanto mais o fim da gestação se aproxima, mais ansiosa fico para saber como será ter minha barriga de antes, afinal por mais linda que seja, será bom poder me movimentar normalmente outra vez.

Atenção: esse post receberá atualização em breve, com as fotos da minha barriga!

como conversar com o bebê?

Ontem me peguei numa situação delicada: o Fernando me perguntou se eu ando conversando com o João Otávio, e minha resposta foi lógica: sim! E aí ele me pediu pra ver como e o que eu converso.

Confesso: desde antes de eu engravidar eu já vinha conversando com meu futuro filho. Como acredito em reencarnação, nas minhas orações já vinha dizendo que eu estava me preparando para recebê-lo e que cumpriríamos juntos o que precisamos nessa vida.

Depois que soube que estou grávida, mantive o hábito das conversas, sempre em pensamento. Sei lá, se ele está dentro de mim e o que eu sinto influencia nele, ele deve ouvir minhas conversas em pensamentos – embora às vezes eu tenha dúvidas se é bom mesmo ele saber tudo o que eu penso, porque olha, é muita coisa pra um bebêzinho em formação! Mas conversar em voz alta, assim propriamente dito, eu não faço. E na verdade, nem sei como começar.
Acontece que, segundo o nosso oráculo BabyCenter, nessa fase da gestação o bebê já escuta coisas e passa a identificar a voz da mamãe e do papai. E o Fernando conversa tanto, que é claro que a voz dele, o Jotinha já deve reconhecer de longe. Mas e a minha? E se depois de nascer, ele não souber que sou eu? Bom, como toda boa mãe, fiquei cheia de culpa e resolvi treinar. Aí o fernando sugeriu que eu lesse um livro pra ele – O Pequeno Príncipe, é óbvio! – e eu adorei a ideia. Hoje à noite eu começo!

 

Pequeno príncipe vai me ajudar mais uma vez!


Na verdade, ontem eu já comecei a treinar – por total insistência do paizão aqui de casa – mas eu acho muito estranho. Me sinto meio “tola”, sem nem saber se ele entende o que eu falo. Bem se vê que eu nunca tive muito jeito com criança, né! To treinando, e vou chegar lá, em alto papos com o João Otávio ainda na barriga. O que tranquiliza nisso tudo, é a que a linguagem mais importante de todas, a do amor, eu sou craque e aí a gente se entende muito bem!

 

 

*Mas só pra garantir: alguém tem mais uma dica de como eu posso começar as conversa?

Carinhos na gravidez e mão da barriga

Uma das melhores coisas da minha gravidez, até agora, é o carinho que tenho recebido das pessoas. Fico emocionada cada vez que alguém dá parabéns, me abraça, dá uma lembrancinha pro Jota ou mesmo quando as manifestações são através das redes sociais.

Esses dias estava me sentindo meio chateada, e por coincidência precisava ir em uma das lojas em que trabalho. A recepção que eu tive das meninas foi tão boa, me senti tão acolhida, recebi tanto carinho, que mudou meu dia.

Outra coisa que me deixa muito emocionada é quando coloco algo sobre a minha gravidez no facebook e as pessoas curtem. É bobagem, eu sei. Ontem, por exemplo, coloquei uma foto da minha barriga e várias pessoas curtiram e comentaram, mesmo pessoas com quem tenho pouca interação na rede. Isso me faz pensar o quanto um bebê é capaz de aproximar e encantar pessoas, e o quanto as pessoas me querem bem.

Mas como nada é perfeito, em meio a tudo isso, eu tenho um pequeno problema: detesto quando as pessoas colocam a mão na minha barriga – aliás, essa foi uma das poucas teorias que eu tinha antes de grávida que não se anularam nos últimos meses.

O assunto é polêmico, mas meu motivo é simples: por mais que as pessoas me falem coisas boas, e eu sinto que a grande maioria tem intenções e desejos maravilhosos para mim e para meu filho, eu nunca sei o que a pessoa sente e pensa quando acaricia minha barriga. Além disso, ninguém sai por aí encostando em homem barrigudo nem em mulheres não-grávidas, né? Então acho que eu não tenho mesmo que amar esse pequeno gesto. E não amo.

Lógico que, dependendo de quem for, não me importo e até acho que um carinho faz bem, como quando são os avós, tios e amigos próximos. E também aquelas pessoas que a gente sente que a energia é boa de longe. Tirando esses, acho deselegante, inadequado e às vezes até um pouco desrespeitoso quando as pessoas vêm logo colocando a mão na minha barriga, porque ultrapassa aquele limite invisível que todo mundo tem para seu espaço pessoal. Mas fico sempre numa situação indelicada. Não sou uma pessoa de meias palavras, então como corro o risco de falar algo e ser muito grosseira, às vezes fico quieta, e delicadamente, eu mesma coloco a mão na barriga também, como se assim pudesse proteger meu filho de qualquer invasão.

Fora isso, continuo dizendo que amamos todas as outras manifestações, recados, lembranças, abraços, presentinhos. Enfim, as formas de dar parabéns e dizer o quanto o Jota é bem vindo, são muitas. Eu não sou uma pessoa tão radical. Mas se o desejo de tocar na barriga for irresistível, por favor, não custa pedir licença.

P.S: não sei como as outras mãos se sentem quanto a isso, essa é uma opinião bem pessoal sobre o assunto.

P.S2: esse post não é um recado pra ninguém, é apenas um desabafo.

Crises da gravidez

Esse fim de semana, tive duas crises de gravidez. Vou escrever sobre elas em textos diferentes.

 

A primeira crise se deu por dois acontecimetos. o primeiro foi por uma saída às compras de roupas para gravidez. Logo no primeiro vestido que provei, levei um susto: eu me vi completamente redonda. Depois do susto e compras feitas, me preparei para ir à praia, e lá estava minha barriga redonda – minha cintura praticamente sumiu – me fazendo entrar em paranóia por causa das mudanças no corpo.

Assim que soube que estou grávida, me ocorreu que eu pudesse passar por uma certa dificuldade em relação as alterações na minha forma. Acredito que isso tenha a ver com a minha redução de estômago, afinal há quase dois anos eu emagreci 41 quilos e vi meu corpo mudar completamente. Não sabia como seria ver meu corpo sofrer outra mudança em pouco tempo. Pois a hora chegou, minha barriguinha começou a aparecer e eu comecei a me apavorar.

Barriguinha!

Ver a barriga crescer é uma delícia, do ponto de vista materno. Aquele serzinho começa a se fazer presente na nossa vida. Mas nem sempre faz bem pra auto-estima: as roupas não caem tão bem, muita coisa não serve e colocar um saltinho pra dar uma alongada, pra mim, é inviável por causa do cansaço nas pernas.

Comecei a me sentir esquisita e desconfortável, quase feia com essas formas arredondadas, seios e quadris crescendo. Eu confesso que, apesar de meu padrão físico não lembrar nem de longe aquele minhonzinho, eu esperava que, por um milagre, só a minha barriga crescesse e nada mais. Aí veio a decepção, já que o corpo inteiro muda – e tudo bem, eu sei que não tem como ser diferente. Mas assusta. E olha que isso é dito por alguém que, no alto de seus 115 quilos não tinha problemas de auto-estima. Então imagina a confusão mental!

O Fernando tá adorando ver minha barriga redonda – tudo bem, eu também adoro, com controvérsias – e minha mãe riu um bocado da minha reação na loja. Algumas coisas da gravidez, por mais que a gente se “prepare”, a gente nunca tá completamente preparada. Honestamente, nem imagino como vou conciliar a delícia do barrigão com o susto da auto-estima, principalmente no verão, em que os corpos ficam expostos. Me resta evitar os vestidos (sério, não dá, a gente fica muuuito redonda!), tentar relaxar e curtir o momento, afinal é tudo por um excelente motivo.

P.s: sobre a outra crise, vou escrever amanhã.

P.s2: apesar da barriga redonda, eu engordei bem pouco até agora, coisa que muito me orgulha!