O último dia

Funciona mais ou menos assim: você acorda um dia sentindo que alguma coisa está acontecendo de diferente com você. Suspeita que pode ser gravidez, faz o exame e tem a confirmação. Se emociona, se assusta e começa a sonhar com  dia do nascimento. Vai ao médico, faz ultrassom e ele passa uma data provável de nascimento, que naquele momento parece ser dali a alguns anos-luz. Aí um dia, nove meses – ou 40 semanas – depois acorda e tcharam: já é aquele dia tão aguardado. Gravidez é tudo o que acontece nesse meio tempo.

Fazendo um breve resumo de tudo, é assim que me sinto. Estou a alguns dias sem escrever aqui, porque optamos por nos preservar nesse momento, então preciso atualizar quem me acompanha pelo blog. Como eu já havia dito, queria tentar parto normal, e ficamos esperando por isso. Nas últimas semanas, tenho sentido bastantes dores e mais desconfortos do que o normal. Se me perguntar, fica até difícil dizer onde dói, porque tudo incomoda. Apesar disso, o João Otávio não dá sinais de querer nascer e por causa disso marcamos cesárea.

Essa não era nossa primeira opção, mas também nunca foi descartada por completo. Acontece que nos últimos dias, eu e Fernando – e toda a família, pra falar a verdade – estamos morrendo de ansiedade, e antes que um de nós tenha um ataque cardíaco ou qualquer coisa parecida, decidimos marcar o parto. Então está marcado para hoje à noite.

Confesso que, por um lado, fico mais tranquila pela certeza de conseguir deixar todas as questões práticas resolvidas previamente, já que a possibilidade do contrário estava me deixando ainda mais ansiosa. Por outro lado, meu coração aperta por pensar que talvez pudéssemos esperar um pouco mais, embora a gente precise que ele nasça.

O último dia é assim: cheio de expectativa, ansiedade, alegria, um pouco de medo – afinal nunca fui adepta a cirurgias. Com a cabeça a mil, não consegui dormir essa noite, assim como não dormia em todas as últimas noites do mês. Ainda que eu tenha plena convicção de que gravidez é mesmo um momento único e mágico (já to até com um pouco de saudade), estou aliviada por saber que em breve meu corpo e meus hábitos voltarão a algo mais parecido com o meu normal.

Deu pra ver a confusão né: alívio, expectativa, saudade, tristezinha, uma irritação profunda por causa da ansiedade, coração apertado, alegria, tudo junto e misturado! Mas de tudo, o que sobressai é a felicidade imensa por saber que nosso bebezinho em breve – Meu Deus, falta muito pouco! – estará nos meus braços e vou poder conhecer seu rostinho, segurar sua mãozinha e começar a morrer de amor por ele. Já fico emocionada só de pensar!

Hoje recebi algumas mensagens e telefonemas desejando um monte de coisas boas pra gente. Fico muito feliz e agradecida pelo carinho de todos. Embora, como eu disse antes, quiséssemos nos manter mais quietinhos agora, acho que devia a quem acompanhou toda a minha gestação mesmo que a distância, que soubessem que hoje é o grande dia. De coração, muito obrigada pelas boas vibrações e energia positiva que nos mandam. Assim que der, eu volto contando sobre a nova etapa em nossa vida. Vida, que aliás, começa de novo a partir dessa noite.

 

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Como é estar grávida

Há duas semanas atrás, uma menina me perguntou durante a aula de pilates: “Como é estar grávida?” Que perguntinha difícil de responder! Minha resposta foi aquele clichê mais antigo da humanidade: “não tem como explicar”. E não tem mesmo. Só uma mulher que tem ou espera um filho sabe qual é a sensação. Mas desde então não paro de pensar nisso.

Estar grávida é uma loucura, e isso é algo que vivo repetindo por aqui. João Otávio está quase nascendo e não há um dia que eu não pense no quão louco e espetacular é ter uma pessoinha dentro de mim. É gerar uma vida e ser responsável por um serzinho que depende, em cada célula do seu corpo, unicamente de você.

Estar grávida é morrer de ansiedade para conhecer seu filho e ao mesmo tempo, morrer de medo de colocar nesse mundão cada vez mais doentio uma criança completamente indefesa. E só por isso sentir o coração apertar de aflição.

Estar grávida é não conseguir imaginar sua vida de agora em diante sem uma pessoa que você sequer sabe com quem se parece – e eu desafio qualquer mulher grávida a dizer, sinceramente, que imagina sua vida sem seu bebê.

Estar grávida é viver numa gangorra emocional por conta dos hormônios. É se irritar a toa com qualquer palavra dita errada, e dois minutos depois chorar de emoção só de pensar em ter seus filhos nos braços.

Estar grávida é ver seus relacionamentos – todos eles – mudarem drasticamente. Amar ainda mais seus pais, ver alguns amigos cada vez mais distantes e outras se aproximarem de repente. É ter sua vida sob tutela dos outros – mentira! não é, mas às vezes é como se fosse, afinal todo mundo vai querer cuidar e dar muito palpite na sua vida. Por mais irritante que isso seja, você acaba se acostumando.

Estar grávida é não ter vergonha de ligar pro médico porque fez mais xixi do que o normal ou perguntar se você pode usar qualquer desodorante, por achar que seu bebê está sempre correndo risco. Outra mentira: você vai morrer de vergonha, mas vai perguntar mesmo assim, porque a ideia de perder seu neném é muito mais desesperadora do que o constrangimento que vai sentir. E juro, eu fiz isso.

Estar grávida é se emocionar muito, chorar além da conta pelos motivos mais bestas, é se sentir a pessoa mais especial do mundo por estar levando dentro de si o ser mais especial do mundo, mesmo sabendo que milhões de mulheres passam por isso todos os dias. Estar grávida é sensacional! E depois de tudo isso dito, é ter uma certeza: estar grávida é algo que você nunca vai conseguir explicar.

 

Barriga de Grávida

Tenho uma relação bastante controversa com a minha barriga: ao mesmo tempo que adoro, ela me causa incomodações profundas.
Admito que minha barriga nem é das maiores. Pelo contrário: precisei até adiar bastante minha sessão de fotos, por exemplo, porque a barriga não aparecia tanto quanto eu gostaria. Além disso, a minha é daquele tipo de barriga que eu sempre considerei linda: redonda, empinada, firme. Como não engordei tanto, praticamente a barriga é a única demonstração evidente da minha gravidez – embora eu tenha todos os outros sintomas que não são visíveis. De vez em quando, alguém me aborda na rua para elogiar minha barriga e dizer que está linda. Acho super engraçado, mas adoro e morro de orgulho, afinal me esforcei bastante para ter esse resultado.

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Ver a barriga crescer durante a gravidez é uma delícia. É como se o bebê começasse a se fazer presente, a gente vê se desenvolver, vê mudar de posição e quando os movimentos são mais intensos, percebe aquelas “ondinhas”, que na minha opinião, são a coisa mais linda. Mas conforme a barriga cresce, infelizmente vem o desconforto.
Em algum momento, todas nós teremos nossa posição determinada pelo bebê na barriga. Dependendo da posição do bebê, será inviável sentar reta na cadeira, por exemplo. Lá pelo quarto mês se tornou impossível dormir de bruços. E, de uma hora pra outra, você não conseguirá se abaixar e talvez precise até de ajuda para secar as pernas, fechar os sapatos e tirar a calça. Acrescente a isso o fato de que irá doer e pesar.
Eu adoro minha barriga de grávida, acho lindo de ver – não foi à toa a escolha do nome do blog, afinal é da barriga que a vida nasce! Vou sentir uma falta imensa de sentir os chutinhos, solucinhos e tudo mais. Honestamente, nem me lembro mais de como é não ter um bebê dentro de mim e tampouco consigo imaginar como será a sensação – dizem que é um vazio incrível! Entretanto, quanto mais o fim da gestação se aproxima, mais ansiosa fico para saber como será ter minha barriga de antes, afinal por mais linda que seja, será bom poder me movimentar normalmente outra vez.

Atenção: esse post receberá atualização em breve, com as fotos da minha barriga!

Será que acabou a magia?

Tenho tido uma dificuldade imensa em escrever nos últimos dias. O motivo principal é que, qualquer coisa que eu escrevesse, não seria tão bacana quanto antes. No último post, comentei sobre o fato de a minha ficha começar a cair: de repente me dei conta de que logo, logo terei meu bebê nos braços, e isso me assustou profundamente.

Junto a isso, vem o fato de que meus desconfortos – que não eram poucos – aumentaram nas últimas semanas. Minha barriga está maior e mais pesada a cada dia, e pequenas coisas do cotidiano se tornaram um pouco complicadas. Hoje, por exemplo, pela primeira vez, tive uma certa dificuldade em fechar minha sandália. Tá, é super engraçado. Mas é chato. Vou precisar adotar aquelas rasteirinhas de dedo, porque as fechadinhas já não são práticas.

Minhas roupas deixam de servir de um dia pro outro e dormir só é possível de lado: com a barriga pra cima, as costas doem bastante. Ah! e cada vez que eu troco de lado durante a noite, eu acordo por causa do peso da barriga, ou seja meu sono é picado. Junte a isso as corriqueiras câimbras, azia, inchaço nas pernas, falta de ar e o bom e velho cansaço, que voltou a me atormentar.

Para quem tem acompanhado o blog, nada disso é novidade. E para quem já passou por uma ou mais gravidez, a resposta é sempre a mesma: tudo isso é normal! E é, mesmo! Mas é um saco. Só que agora eu tenho um agravante para tudo isso: a ansiedade!

Não fiquei ansiosa, até agora, durante a gestação. Mas desde que o quarto está pronto, o tempo se arrasta, os dias parecem mais longos. Se até então, minha gravidez tinha voado, agora está a passos de tartaruga. E a espera é angustiante. Mais do que antes, penso no parto e fico nervosa, e me apavoro pelo fato de saber que eu não tenho a menor ideia de como serão meus dias quando João Otávio nascer.

Talvez eu tenha deixado de romantizar tudo – ok, desde que me falaram que eu romantizo tudo, eu tenho pensado muito nisso, e me sinto meio tola às vezes. Talvez a magia tenha acabado. Aliás, também já me falaram que a magia da gravidez é um mito. Talvez seja só ansiedade pela espera. Para tudo isso, tenho procurado me ocupar com outras coisas, tipo devorar livros, já que depois eu acho que não terei tempo, e também reconsiderar a ideia de fazer um chá de fraldas, já que pelo menos esse planejamento me dará outro foco. O fato é que, apesar da ansiedade e da angústia, eu sei que vou precisar esperar mais uns dois meses e meio para saber o que realmente acontecerá. E, pelo visto, esses próximos dois meses e meio serão beeemmm longos.

A beleza da gravidez

 

Quando eu fiz minha redução de estômago, emagreci 41 kg no primeiro ano. Constantemente, ouvia alguém dizer como eu estava linda e magra. Em todas às vezes, estampava um sorriso no rosto e agradecia, mas internamente sabia que a redução era responsável pela minha magreza, mas não era a única responsável por eu estar mais bonita.

Na época, cheguei a escrever no meu blog sobre os motivos pelos quais eu acreditava – e ainda acredito – estar tão bonita. Simplesmente eu estava mais feliz, levando a vida com mais leveza, de forma mais descontraída, de modo que “estar linda” era um estado de espírito, que refletia na minha aparência.

Pois 3 anos depois, venho falar sobre o mesmo assunto. Quando me descobri grávida, uma moça que trabalha comigo comentou algo como: “Jully, tu vais ser uma grávida muito bonita!”.  E desde o início tenho sempre escutado as pessoas dizerem que estou cada vez melhor, que a gravidez me fez muito bem, cada dia mais linda, essas coisas.

Não vou bancar aqui a falsa modesta e dizer que discordo, porque seria mentira: de fato, eu também acho que a gravidez me fez um bem danado, do ponto de vista estético – em outros também, mas o assunto agora é esse! Mas, ao mesmo tempo, acho muito engraçado pensar nisso: minha pele está mais oleosa, meu cabelo mais volumoso (e nós sabemos, mulherada, que cabelo volumoso é mais bonito em editorial de revista do que na vida real), meus seios, quadris e barriga maiores, de forma que aparento ter engordado bem mais do que engordei, tenho mais olheiras, aparento estar pálida e abatida muitas vezes, apareceram umas manchinhas – suaves – no rosto e passo grande parte do tempo inchada, o que contribui para eu parecer ainda mais redonda. Ah! E também pareço desajeitada dependendo da roupa que uso.

Hoje de manhã, enquanto me arrumava pensei nisso e até ri sozinha. Como é possível? E então me lembrei de como as coisas aconteceram há 3 anos atrás. E mais uma vez pude comprovar a teoria de que não existe produto cosmético melhor do que a felicidade. Por melhor que sejam nossos produtos antirrugas, o protetor solar e a massagista, meu povo, não há como competir com um sorriso de verdade no rosto e a paz de espírito.

Tenho sempre repetido no blog, e ontem escrevi sobre isso, inclusive.  Tenho vivido os melhores dias da minha vida, a fase mais feliz que uma mulher pode passar e tanta alegria e amor eliminam todos os “defeitinhos” que apareceram em mim por causa dos hormônios. Não significa que estou no maior bom humor todos os dias e que já sou apta a virar monge budista, nem que minha vida está perfeita. Significa simplesmente que a parte boa é muita maior do que a ruim, e tenho enxergado mais o lado azul da vida. Queria que alguma revista de beleza me perguntasse qual o meu segredo. A resposta seria: “alimentação, pilates e drenagem linfática também. Mas meu segredo de beleza maior é ser insuportavelmente feliz.”

 

 

 

 

Gestação após a cirurgia de redução do estômago

Achei esse artigo excelente, a respeito de gravidez após a redução do estômago.

Vale a leitura.

fonte: http://www.renatokalil.com.br/

 

 

“Cerca de 50% das cirurgias para tratamento da obesidade são realizadas em mulheres em idade fértil, muitas delas, com grande dificuldade de engravidar devido aos vários problemas causados pela obesidade que afetam a ovulação. Com a perda de peso induzida pela cirurgia, geralmente ocorre a normalização dos ciclos menstruais, anteriormente irregulares, desaparecem os cistos ovarianos, estabelece-se a ciclicidade hormonal e a ovulação é a regra.

Nesse novo ambiente metabólico, muitas mulheres, anteriormente com quadros de infertilidade, vêem uma possibilidade real de engravidar. É muito importante que esta decisão seja compartilhada com a equipe médica. Esta gestação tem que ser programada e assistida, devido aos vários riscos impostos pelas mudanças anatômicas e funcionais produzidas pela cirurgia de redução do estômago.

Nas pacientes obesas, os problemas ginecológicos e obstétricos não são poucos. Quando conseguem engravidar, elas apresentam muito mais abortos e partos prematuros, diabetes gestacional, hipertensão arterial relacionada à gestação, pré-eclâmpsia, bebês demasiadamente grandes e com muito mais gordura corporal, hemorragias durante cesareanas, infecções de feridas cirúrgicas e complicações anestésicas. Nessas mulheres, a perda de peso, antes da gestação, pode propiciar as condições necessárias não somente à concepção e à gestação, mas também ao exercício da maternidade de forma mais saudável e feliz.

Quando a perda de peso envolvendo dieta, medicamentos e exercícios falha, as pacientes com obesidade grave podem ter acesso, através da cirurgia bariátrica, a um tratamento potencialmente efetivo, que pode resultar em perda de até 70% do excesso do peso corporal.

Além disso, esse procedimento pode promover a normalização de várias complicações associadas à obesidade mórbida. São muitos os tipos de procedimentos cirúrgicos utilizados, mas a maioria deles associa a redução do volume do estômago com mudanças na conformação das alças intestinais de modo a reduzir a absorção de parte dos alimentos ingeridos.

De uma maneira geral, estas opções terapêuticas não se tratam de procedimentos simples. Mesmo quando realizados por via laparoscópica, sem a abertura da parede abdominal, a cirurgia bariátrica pode resultar em complicações e falhas, sobre as quais a paciente deve ser amplamente esclarecida, antes de se submeter ao tratamento.

A rápida perda de peso que se segue às cirurgias da obesidade alcança um platô por volta de 12 a 18 meses, após o procedimento. É recomendável o uso de anticoncepcional nessa fase, uma vez que a perda rápida de peso pode colocar em risco o desenvolvimento fetal e os benefícios da perda de peso para essa mulher.

As técnicas classificadas como by pass desviam o alimento de importantes rotas absortivas e podem levar à deficiência de vários micronutrientes importantes para a saúde materno fetal. As deficiências de ferro, cálcio, vitamina B12 e ácido fólico, comuns nas pacientes submetidas a essas cirurgias, são mais intensas nas mulheres que menstruam, uma vez que perdem mais ferro através do sangue menstrual.

As deficiências nutricionais idealmente deveriam ser identificadas e tratadas antes da concepção. Isso pode ser feito com a suplementação de ferro, através do fumarato de ferro, mais tolerável do que o sulfato ferroso, vitamina B12 via oral 500 a 1000mcg/dia ou por via intra-muscular 500 a 1000mcg uma vez ao mês.

O cálcio – cerca de 1200mg/dia – deve ser administrado sob a forma de citrato de cálcio, uma vez que os sais de carbonato de cálcio requerem a acidez gástrica, e devido à redução drástica da câmara do estômago e do suco gástrico, estes nutrientes são muito mal absorvidos. Finalmente, todas as mulheres em idade reprodutiva devem receber, pelo menos, 400mcg de ácido fólico diariamente, para a redução do risco das malformações neurológicas, os chamados defeitos do tubo neural.

Além da manutenção dos cuidados e suplementações já iniciados antes da concepção, geralmente, há a necessidade de se intensificar as doses das vitaminas e minerais. Nesse momento, a gestante deve ser advertida sobre os riscos da super dosagem de uma vitamina em especial: a vitamina A. A dose contida nas vitaminas pré-natais é de 5000UI de vitamina A, por comprimido, e, muitas vezes, a gestante, após a cirurgia bariátrica, é corretamente orientada a ingerir 2 comprimidos por dia, alcançando a dose máxima de 10000UI da referida vitamina. Além desses dois comprimidos, a gestante não deve ingerir nenhum outro remédio que contenha vitamina A, pois além da dosagem de 10000UI, a vitamina é teratogênica.

As complicações da cirurgia bariátrica durante a gestação incluem a obstrução intestinal materna, geralmente devido à hérnias do intestino delgado, mais comuns nos procedimentos com laparoscopia, em relação às mulheres operadas através de abertura da parede abdominal. Podem ocorrer ainda torções intestinais, que, às vezes, evoluem para lesões intestinais graves, quando não diagnosticadas em tempo hábil. Essas alterações intestinais podem ser induzidas pelo crescimento uterino, deslocando o intestino anatomicamente alterado pela cirurgia e predispondo a herniações e torções. As queixas de desconforto abdominal nas gestantes devido a complicações da cirurgia bariátrica podem passar despercebidas ou podem ser confundidas com as alterações ligadas à própria gestação como os vômitos freqüentes, refluxo, contrações uterinas e mal estar matutino.

Os riscos das deficiências de micronutrientes aumentam com a progressão da gestação, levando à necessidade da suplementação desses através da via endovenosa ou intramuscular. É o caso das deficiências graves e resistentes de ferro e vitamina B12.

As baixas de glicose ou hipoglicemias, tão freqüentes nas gestantes de uma maneira geral, são geralmente mais freqüentes e mais graves nas gestantes após a cirurgia bariátrica. Além disso, a complicação mais sintomática e desconfortável dessas cirurgias, o chamado dumping, é também mais freqüente nas gestantes. Há que se reforçar a necessidade das refeições mais freqüentes, o cuidado com o jejum prolongado e o risco dos líquidos ou alimentos sólidos ricos em açúcar. As manifestações extremamente desconfortantes do dumping dão à paciente submetida à cirurgia bariátrica a noção clara da importância do controle alimentar, tanto em relação à freqüência, como em relação ao tipo de alimentos ingeridos.

A perda de peso das gestantes, após a gestação e o parto, segue a mesma intensidade da perda de peso após a cirurgia bariátrica. Há relatos de que a maior parte do peso ganho durante a gestação é perdida nas primeiras 5 semanas após o parto.

A amamentação não é contra-indicada para estas pacientes, entretanto, quadros de deficiências maternas de microcutrientes, como os descritos acima, podem levar às mesmas manifestações nos bebês que estão amamentando. Essas mães devem seguir suas suplementações rigorosamente para realizarem o sonho de amamentarem seus bebês.

Quando comparadas com as gestantes obesas que engravidam, aquelas que o fazem após a cirurgia bariátrica, têm menor incidência de hipertensão arterial, menor ganho de peso durante a gestação e bebês de peso semelhantes, embora os grandes fetos macrossômicos sejam menos comuns nas mulheres operadas.

A orientação nutricional e a adesão das pacientes ao novo programa alimentar favorece os resultados positivos das gestações de mulheres submetidas à cirurgia bariátrica. Por outro lado, a dificuldade que muitas dessas pacientes têm de seguir estas mesmas orientações pode tornar essas gestações complicadas, expondo os bebês aos riscos de graves malformações e desnutrição.”

Post especial: O que dar de presente para uma mulher grávida!

O que dar de presente para uma mulher grávida

Sempre achei que quando uma mulher engravida, os presentes que ganha devem ser sempre para o bebê. Mas eu estava enganada, afinal nós também amamos pequenos – ou grandes – mimos. claro que lembrancinhas para o baby sempre são bem-vindos, mas no caso de aniversário da mamy e Natal, não custa lembrar de presenteá-la, não é mesmo?

Sendo assim, montei uma listinha com pequenos mimos que qualquer mulher ama, e as grávidas também.

1-      Produtos para o corpo: que mulher não ama ficar cheirosa e com a pele lisinha? E se for  durante a gravidez então, que a pele estica e precisa estar sempre muito bem hidratada, cremes, body lotions e óleos corporais são sempre satisfação garantida.

Nativa Spa- O Boticário

Body Store

2-      Acessórios: se as nossas queridas bijoux já nos fazem felizes normalmente, imagina quando a gente passa ter um probleminha com as nossas roupas: nem todas servem, a maioria não fica bem e muitas vezes parecemos completamente desajeitadas. Pois bem, brincos, colares, anéis e todo tipo de acessório contribuem pro look da mamãe estar sempre em dia.

Maxi colar

3-      Livros: sempre agradam, basta saber o gosto da mamãe pra acertar na escolha. Uma dica bacana é dar livros sobre educação – têm uns do Içami Tiba, por exemplo, super bacanas. Dá pra investir também naqueles que tratam de meninos e meninas, quando se sabe o sexo. Ou então, pode apostar no bom e velho romance, afinal precisamos aproveitar o tempo de gravidez que nos resta para ler coisas do nosso interesse, enquanto não fiquemos presos a livros de história infantil.

Pais e Educadores de Alta performance – Içami Tiba

4-      DVDs: seguindo o mesmo raciocínio dos livros, DVDs são uma delícia de receber.  Dá pra apostar nos de música, filmes e seriados – lembram? Precisamos aproveitar o tempo que resta para coisas que amamos.

DVDs

5-      Kit praia: o verão está chegando e, como em todos os anos, queremos renovar nossos modelitos de bolsas, cangas, chapéus e principalmente protetores solar, que a essa altura já devem ter acabado. Na maioria das vezes, queremos também biquínis, mas como é mais difícil agradar nessa parte, uma bolsa super colorida ou uma canga também são ótimos presentes.

Bolsa de Praia

6-      Cesta de café da manhã: eu adoro! A gente já começa o dia se sentindo super especial!

Cesta de café da manhã.

7-      Dia de beleza em Spa: gente, imagina que felicidade ganhar de presente sessão de massagem, drenagem e todo aquele carinho de uma boa massagem que sempre fazem tão bem pra qualquer pessoa!!!

Massagem com pedras quentes!

Muito cuidado:

1-      Chocolates: são uma delícia, mas se a gestante tiver uma tendência a engordar, podem complicar uma situação que às vezes já estar no limite do aceitável.

Cesta de chocolate

2-      Roupas:  complicado! Muita coisa não nos cai bem, então só se você tiver muita certeza do gosto da presenteada. Uma exceção são aquelas t-shirts super divertidas que têm modelagem especial para gestantes.

Nem pense!

1-      Cestas com vinho ou champanhe: o motivo é óbvio. Não podemos ingerir bebida alcóolica, então não cometa essa maldade!

2-      Roupas para bebês: nós amamos, mas queremos ser mimadas com coisas pra gente também.

Prontinho! acho que essas dicas vão super agradar a todos, principalmente as gravidinhas, que gostam tanto de ser sempre paparicadas!

19 semanas

Hoje completamos 19 semanas de gestação, metade da gravidez. Quase cinco meses de puro amor, alegrias e emoção.

Todos os dias, em algum momento, eu penso a mesma coisa: cara, gravidez é uma loucura! É muita felicidade, mas é uma loucura. Nas últimas semanas, todo o meu corpo, meu coração, minha mente têm se preparado para receber um bebêzinho, para alimentar, zelar e proteger totalmente uma criatura que dependerá quase exclusivamente de mim e do papai. É muita mudança de uma vez só pra gente lidar. Deve ser por isso que, Deus em sua infinita sabedoria, fez nossa gestação de quase um ano, para termos tempo de nos acostumar com a ideia.

E olha, não há nenhuma garantia que seja tempo suficiente. Se o tempo parece passar cada vez mais rápido conforme envelhecemos, com a gravidez a velocidade triplica. Parece que foi ontem que fui fazer um exame de gravidez, só para desencanar do atraso da menstruação. E que foi ontem o primeiro ultrassom, e que ontem descobrimos que estamos esperando um homenzinho, que encherá nossas vidas de mais amor e alegria.

Nesse tempo, começamos a mudar também nossa casa, preparar enxoval e planejar tudo para a chegada do João Otávio. E, mesmo com todo o planejamento, sabemos que muito provavelmente, as coisas serão bem diferentes do que pensamos. Mudamos nossos assuntos, nossos interesses e passamos a nos preocupar em comprar fraldas descartáveis, lenços umedecidos, berço e afins. Passamos a ler livros sobre educação infantil, além dos nossos queridos romances. E em breve, precisaremos aprender a trocar fraldas e amamentar. Cara, que loucura!

Metade da gravidez já se foi, e acredito que agora o tempo tende a passar ainda mais rápido. Eu, particularmente, fico cada vez mais curiosa para ver o rostinho dele, tocar a mãozinha e tê-lo nos braços. Mas apesar disso, não me deixo ficar ansiosa, afinal gravidez é um momento tão especial, que quero curtir cada segundo. Tenho certeza de que vou sentir saudades desse período, apesar das turbulências que passamos. Hoje, consigo entender porque algumas mulheres fazem um filho atrás do outro: certamente, um pouco é por passar sempre e sempre por essa fase maravilhosa que é a gravidez. E concordo com o clichê máximo que diz que só sabe quem passa por isso. A sensação é única, e me arrisco a dizer que gerar um filho é, sim, um momento de pura magia. E também é uma loucura!

como conversar com o bebê?

Ontem me peguei numa situação delicada: o Fernando me perguntou se eu ando conversando com o João Otávio, e minha resposta foi lógica: sim! E aí ele me pediu pra ver como e o que eu converso.

Confesso: desde antes de eu engravidar eu já vinha conversando com meu futuro filho. Como acredito em reencarnação, nas minhas orações já vinha dizendo que eu estava me preparando para recebê-lo e que cumpriríamos juntos o que precisamos nessa vida.

Depois que soube que estou grávida, mantive o hábito das conversas, sempre em pensamento. Sei lá, se ele está dentro de mim e o que eu sinto influencia nele, ele deve ouvir minhas conversas em pensamentos – embora às vezes eu tenha dúvidas se é bom mesmo ele saber tudo o que eu penso, porque olha, é muita coisa pra um bebêzinho em formação! Mas conversar em voz alta, assim propriamente dito, eu não faço. E na verdade, nem sei como começar.
Acontece que, segundo o nosso oráculo BabyCenter, nessa fase da gestação o bebê já escuta coisas e passa a identificar a voz da mamãe e do papai. E o Fernando conversa tanto, que é claro que a voz dele, o Jotinha já deve reconhecer de longe. Mas e a minha? E se depois de nascer, ele não souber que sou eu? Bom, como toda boa mãe, fiquei cheia de culpa e resolvi treinar. Aí o fernando sugeriu que eu lesse um livro pra ele – O Pequeno Príncipe, é óbvio! – e eu adorei a ideia. Hoje à noite eu começo!

 

Pequeno príncipe vai me ajudar mais uma vez!


Na verdade, ontem eu já comecei a treinar – por total insistência do paizão aqui de casa – mas eu acho muito estranho. Me sinto meio “tola”, sem nem saber se ele entende o que eu falo. Bem se vê que eu nunca tive muito jeito com criança, né! To treinando, e vou chegar lá, em alto papos com o João Otávio ainda na barriga. O que tranquiliza nisso tudo, é a que a linguagem mais importante de todas, a do amor, eu sou craque e aí a gente se entende muito bem!

 

 

*Mas só pra garantir: alguém tem mais uma dica de como eu posso começar as conversa?

Meus dias com João Otávio (na barriga)

Escrevi esse texto a pedido da Rejane, do Cheirinho de mãe. Ela tá preparando uma série super bacanas sobre a gestação, vista sob ângulos de diferentes mulheres grávidas. Eu adorei a ideia, super topei participar e compartilho meu texto aqui também.

 

 

 

Essa semana completo 18 semanas de gravidez, e hoje completo 13 semanas que descobri que estou grávida. treze semanas de muito altos e baixos, de expectativa, ansiedade, energia boa e muitas coisas maravilhosas.

Não foi tão simples me acostumar com a ideia de esperar um filho. Na verdade, de vez em quando tenho pequenos momentos de epifania em que me ocorrem novamente que estou grávida. E o sentimento é o mesmo de quando vi o resultado de gravidez – “Cara, eu tô grávida! Que loucura!” – e me emociono sempre e sempre.

Nessas 13 semanas, mudei minha alimentação, abandonei meu cafezinho preto com adoçante de todos os dias – tudo bem, nem foi tão difícil, já que o cheiro começou a me incomodar – e minha cervejinha do fim de semana. Eu que sempre fui preguiçosa para comer frutas, as coloquei no cardápio, coisa que me deixou realmente satisfeita.

Também tive dois pequenos sustinhos, que me obrigaram a pegar leva e evitar esforço físico por um pouco mais que duas semana. E por causa disso, ainda não iniciei minha tão planejada hidroginástica.

E senti um cansaço absurdo – coisa que já falei no meu blog! Um cansaço fora do comum. E minha barriga começou a crescer, mudando minha forma.

Tirando as coisinhas chatas, passei a viver as semanas mais mágicas da minha vida. Ter um bebêzinho se desenvolvendo na barriga, não canso de dizer, é um milagre, e pensar nisso quase sempre me dá vontade de chorar. Às vezes, fico tentando imaginar a carinha dele, o cheirinho de bebê (e vômito de bebê, e cocô de bebê!), e fico com cara de boba. João Otávio já ocupa a maior parte do meu coração e da minha vida, mesmo que eu ainda nem saiba com quem ele se parece.

Em alguns momentos também me pego pensando como será a educação dele. Será que vou ser uma boa mãe? E isso me atormenta completamente.

Em meio a todas as dúvidas e preocupações, vi um pai nascer ao meu lado – bom, quando nasce um filho, também nascem um pai e uma mãe, não é mesmo? – e estou cada vez mais apaixonada por ele.

Meus dias esperando nosso Jotinha têm sido, em geral animados. Se não são animados pelos eventos que pouco acontecem, são pelo turbilhão de pensamentos e hormônios que me dominam. Apesar de sempre falar da parte incômoda da gestação, estar grávida é uma delícia e me assusto como está passando rápido! Eu tô amando e tô feliz, muito feliz!