Aniversário de 1 ano!!

Hoje o Blog está completando 1 ano!

um ano

 

Lembro-me bem do que escrevi no primeiro post: eu sabia, desde que engravidei, que acabaria fazendo um blog, porque precisava compartilhar muita coisa que fervia na minha cabeça.

Neste um ano, eu desabafei, compartilhei experiência, declarei meu amor e escrevi um monte de coisas que eu queria dizer e às vezes não conseguia.

Por causa do blog, tornei-me próxima de outras amigas grávidas e fiz algumas outras novas amizades! E, também por causa do blog, descobri que tem muita, mas MUITA gente mesmo que gosta de mim e que torce pela minha felicidade e da minha nova família!

A todos vocês, muito obrigada por acompanhar nossa trajetória, compartilhar experiência comigo, me consolar, dividir medos, angústias, sonhos e felicidade!

Que venha mais um ano do Blog!

Beijinhos, beijinhos, com sabor de bolo de festa de criança!

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Promoção de aniversário de 1 ano do Blog

Oi queridas e queridos!

Amanhã o blog faz um ano e pra comemorar tá rolando uma promoção muito bacana na nossa página do facebook!

Vou sortear uma sessão de fotos com o Fabiano Ribeiro, fotógrafo excelente que trabalha há 16 anos com fotografia infantil. Conheço o trabalho do Fabiano há muitos anos, confio e adoro. Ele inclusive está fazendo o acompanhamento de 1 ano do João Otávio.

Pra participar da promoção, você precisa seguir algumas regrinhas:

1- curte a página do blog no Facebook

2- curte a página do Fabiano Ribeiro

3-compartilha a imagem da promoção, que está na página do blog

4- clica na aba PROMOÇÕES na página do blog

 

 

Aí é só esperar sexta-feira, dia 25, que faremos o sorteio!

 

Ah! Essa promoção é válida para moradores da Grande Florianópolis, e só vale sessão Gestante ou Família com Bebê, ok??

 

Beijinhos e Boa sorte!

Amar

“Quando eu era mais nova, acreditava que encontrar o amor era o fim, assim como nas novelas. Encontraria alguém que amaria, casaria, teria filhos e só. Até que, ao encontrar o amor, descobri que existem muito mais coisas numa relação.

Amar é querer construir família. Filhos você pode fazer com qualquer um, é fácil. Difícil é se tornar mãe ao lado de um homem que será, de fato, pai do seu filho e com quem você quer construir uma relação de cumplicidade, cuidado, carinho e respeito.

Amar é fazer reformas, escolher as cores com que serão pintadas as paredes de casa e da vida. Amar é dividir as contas, a cama e as dificuldades. É querer cuidar da família do outro como se fosse a sua.

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Amar é se encantar todos os dias com a mesma pessoa, é ter os olhos brilhando ao ver a pessoa amada, é ter orgulho de andar de mãos dadas com quem está ao seu lado, é admirar. É sentir prazer com a alegria do outro, apoiar as decisões e vibrar com a vitória.

Amar é dormir e acordar todos os dias com a mesma pessoa, nunca se cansar e sentir saudades depois de um dia inteiro longe. Amar é ser grato pela oportunidade de estar com quem ama. Amar é um pouquinho de sorte e muito de merecimento.

Amar é segurar a mão na hora da dor, é oferecer colo, é ver beleza no trivial. É nunca abandonar num momento de crise. É ter intimidade – e intimidade é aquele negócio que de vez em quando faz o mistério evaporar. É gostar de qualquer coisa que faça na companhia do outro, mesmo que isso signifique não fazer absolutamente nada.

Amar é falar um monte de clichês e entender cada um deles. Amar é, sobretudo, um monte de pequenas coisas sobre as quais ninguém nunca fala.”

 

 

 

P.s: esse texto não tem muito a ver com a proposta do blog, mas sonhei com ele hoje, assim, inteirinho. Em especial para o homem que amo, meu marido, companheiro, amigo e fiel escudeiro.

Lindo!

Hoje recebi esse texto pelo facebook, duas vezes até. e Achei que seria legal compartilhar, afinal me emocionou profundamente!

espero que gostem!

 

“Nós estamos sentadas, almoçando, quando minha filha casualmente menciona que ela e seu marido estão pensando em “começar uma família”.

— Nós estamos fazendo uma pesquisa — ela diz, meio de brincadeira. — Você acha que eu deveria ter um bebê?

— Vai mudar a sua vida — eu digo, cuidadosamente, mantendo meu tom neutro.

— Eu sei — ela diz. — Nada de dormir até tarde n
os finais de semana, nada de férias espontâneas…

Mas não foi nada disso que eu quis dizer. Eu olho para a minha filha tentando decidir o que dizer a ela. Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos. Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar, mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável.

Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar: “E se tivesse sido o MEU filho?”; que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar; que quando ela vir fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer.

Olho para suas unhas com a manicure impecável, seu terno estiloso e penso que não importa o quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzí-la ao nível primitivo da ursa que protege seu filhote; que um grito urgente de “Mãe!” fará com que ela derrube um suflê na sua melhor louça sem hesitar nem por um instante.

Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos investiu em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade. Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu bebê. Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem.

Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais serão rotina; que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro masculino, ao invés do feminino, no McDonald’s, se tornará um enorme dilema; que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças gritando, questões de independência e gênero serão pensadas contra a possibilidade de que um molestador de crianças possa estar observando no banheiro.

Não importa o quão assertiva ela seja no escritório, se questionará constantemente como mãe.

Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que jamais se sentirá a mesma sobre si mesma; que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho; que ela a daria num segundo para salvar sua cria — mas que também começará a desejar mais anos de vida, não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles.

Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou estrias, se tornarão medalhas de honra.

O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um homem que tem cuidado ao passar pomadinhas num bebê ou que nunca hesita em brincar com seu filho. Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas.

Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá com as mulheres que, através da história, tentaram acabar com as guerras, o preconceito e com os motoristas bêbados.

Eu espero que ela possa entender por que eu posso pensar racionalmente sobre a maioria das coisas, mas que me torno temporariamente insana quando discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro dos meus filhos.

Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho aprender a andar de bicicleta.

Quero mostrar a ela a gargalhada gostosa de um bebê que está tocando o pelo macio de um cachorro ou gato pela primeira vez. Quero que ela prove a alegria que, de tão real, chega a doer.

O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que tenho lágrimas nos olhos.

— Você jamais se arrependerá — digo finalmente. Então estico minha mão sobre a mesa, aperto-lhe a mão e faço uma prece silenciosa por ela e por mim e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho esse que é o mais maravilhoso dos chamados; esse presente abençoado de Deus, que é ser mãe.

Autor Desconhecido”

Quando cai a ficha

Ontem chegaram os móveis do João Otávio. O quarto está praticamente pronto para a chegada do nosso pequeno. Ficou lindo, eu adorei. Mas enquanto o pessoal da loja montava os móveis, a minha ficha começou a cair: nós vãos ter um bebê, e agora?

Estar grávida é uma delícia, não canso de repetir. Amo meu bebê de uma forma inimaginável, minha vida passou por mudanças incríveis para esperá-lo e eu já nem consigo imaginar minha vida sem ele. Mas a gravidez é uma fase de expectativas e projeções: a gente pode imaginar o que está por vir, mas não tem certeza de nada.

Ontem me bateu uma angústia. E se eu não for uma boa mãe? E se eu não souber o que fazer? E se eu não der conta? E se eu não puder cumprir com tudo aquilo que disse que faria quando fosse com meu filho? E se eu fizer tudo errado? E se eu não estiver preparada pra ter um filho?

Por enquanto, tudo é suposição. Eu acho que vou ser uma mãezona, dedicada, pulso firme, meio brava até, carinhosa, presente, paciente. E é o tipo de mãe que pretendo ser. Mas está tudo no achismo. E se não for nada disso? Meu deus, e agora?

Faltam, no máximo, 85 dias pro nosso filhote chegar e eu estou meio apavorada. Tudo isso é real, eu desejei tanto, sonhei tanto em ser mãe e agora que estou prestes a realizar, fiquei simplesmente imobilizada pelo meu medo. Talvez seja porque felicidade demais assusta. Quando essa fase acabar, como as coisas serão?

Tenho procurado não pensar muito nisso, para não me preocupar mais do que o necessário. Mas, se eu fosse um desenho de quadrinho, minha cabeça estaria com um ponto de interrogação gigante dentro de um balão. A pergunta que mais se repete internamente é “será que eu tô pronta? E agora?”.

Essa angústia vai passar, eu sei. Mas a mãe que nunca se fez essas perguntas que atire a primeira pedra. Imagino que ser mãe é isso: uma eterna dúvida! Fato é que não temos escapatória. Como toda mulher que encarna o papel de mamãe, me resta aprender a lidar com um pingo de culpa – afinal, desde ontem o Jotinha está especialmente agitado (será que minha ansiedade está fazendo mal pra ele?) – e com as perguntas sem respostas. Daqui a uns 10 ou 20 anos, com sorte, talvez eu consiga respondê-las pra mim mesma.

Feliz Ano Novo!

Fiquei sumida daqui nos últimos dias, por causa da correria das festas de fim de ano, somada ao cansaço, falta de tempo e quase nada de criatividade.

E, inclusive, passei hoje para dizer que vou ficar sumidinha pelos próximos dias também. Mas prometo que em 2013 volto cheia de novas histórias do João Otávio na barriga, minhas aventuras de grávida e outras novidades no blog!

 

Desejo que 2013 seja melhor que 2012. E olha que 2012 já foi um espetáculo. Vai me deixar com muitas saudades, afinal foi um ano realmente próspero, de muitas realizações e alegrias sem fim.

Pois que esse ano Novo que tá batendo na porta nos traga a esperança de dias ainda melhores, que seja de mais saúde, mais amor, mais alegrias, mais realizações e mais bênçãos.

Desejo muito aprendizado, sabedoria, tranquilidade, paz de espírito e um sorriso sincero no rosto. Que tenhamos mais oportunidades de estarmos perto de amigos e família, que saibamos dar mais gargalhadas e construir nossa história, em todos os dias do Ano!

Aproveito para agradecer à vida pela vida linda que tenho, pelas pessoas tão queridas que estão sempre por perto e por todas as oportunidades de crescer e ser melhor.

Feliz 2013. Feliz Dias Novos. Feliz, feliz!

Beijos

Jully e João Otávio

A beleza da gravidez

 

Quando eu fiz minha redução de estômago, emagreci 41 kg no primeiro ano. Constantemente, ouvia alguém dizer como eu estava linda e magra. Em todas às vezes, estampava um sorriso no rosto e agradecia, mas internamente sabia que a redução era responsável pela minha magreza, mas não era a única responsável por eu estar mais bonita.

Na época, cheguei a escrever no meu blog sobre os motivos pelos quais eu acreditava – e ainda acredito – estar tão bonita. Simplesmente eu estava mais feliz, levando a vida com mais leveza, de forma mais descontraída, de modo que “estar linda” era um estado de espírito, que refletia na minha aparência.

Pois 3 anos depois, venho falar sobre o mesmo assunto. Quando me descobri grávida, uma moça que trabalha comigo comentou algo como: “Jully, tu vais ser uma grávida muito bonita!”.  E desde o início tenho sempre escutado as pessoas dizerem que estou cada vez melhor, que a gravidez me fez muito bem, cada dia mais linda, essas coisas.

Não vou bancar aqui a falsa modesta e dizer que discordo, porque seria mentira: de fato, eu também acho que a gravidez me fez um bem danado, do ponto de vista estético – em outros também, mas o assunto agora é esse! Mas, ao mesmo tempo, acho muito engraçado pensar nisso: minha pele está mais oleosa, meu cabelo mais volumoso (e nós sabemos, mulherada, que cabelo volumoso é mais bonito em editorial de revista do que na vida real), meus seios, quadris e barriga maiores, de forma que aparento ter engordado bem mais do que engordei, tenho mais olheiras, aparento estar pálida e abatida muitas vezes, apareceram umas manchinhas – suaves – no rosto e passo grande parte do tempo inchada, o que contribui para eu parecer ainda mais redonda. Ah! E também pareço desajeitada dependendo da roupa que uso.

Hoje de manhã, enquanto me arrumava pensei nisso e até ri sozinha. Como é possível? E então me lembrei de como as coisas aconteceram há 3 anos atrás. E mais uma vez pude comprovar a teoria de que não existe produto cosmético melhor do que a felicidade. Por melhor que sejam nossos produtos antirrugas, o protetor solar e a massagista, meu povo, não há como competir com um sorriso de verdade no rosto e a paz de espírito.

Tenho sempre repetido no blog, e ontem escrevi sobre isso, inclusive.  Tenho vivido os melhores dias da minha vida, a fase mais feliz que uma mulher pode passar e tanta alegria e amor eliminam todos os “defeitinhos” que apareceram em mim por causa dos hormônios. Não significa que estou no maior bom humor todos os dias e que já sou apta a virar monge budista, nem que minha vida está perfeita. Significa simplesmente que a parte boa é muita maior do que a ruim, e tenho enxergado mais o lado azul da vida. Queria que alguma revista de beleza me perguntasse qual o meu segredo. A resposta seria: “alimentação, pilates e drenagem linfática também. Mas meu segredo de beleza maior é ser insuportavelmente feliz.”

 

 

 

 

Gestação após a cirurgia de redução do estômago

Achei esse artigo excelente, a respeito de gravidez após a redução do estômago.

Vale a leitura.

fonte: http://www.renatokalil.com.br/

 

 

“Cerca de 50% das cirurgias para tratamento da obesidade são realizadas em mulheres em idade fértil, muitas delas, com grande dificuldade de engravidar devido aos vários problemas causados pela obesidade que afetam a ovulação. Com a perda de peso induzida pela cirurgia, geralmente ocorre a normalização dos ciclos menstruais, anteriormente irregulares, desaparecem os cistos ovarianos, estabelece-se a ciclicidade hormonal e a ovulação é a regra.

Nesse novo ambiente metabólico, muitas mulheres, anteriormente com quadros de infertilidade, vêem uma possibilidade real de engravidar. É muito importante que esta decisão seja compartilhada com a equipe médica. Esta gestação tem que ser programada e assistida, devido aos vários riscos impostos pelas mudanças anatômicas e funcionais produzidas pela cirurgia de redução do estômago.

Nas pacientes obesas, os problemas ginecológicos e obstétricos não são poucos. Quando conseguem engravidar, elas apresentam muito mais abortos e partos prematuros, diabetes gestacional, hipertensão arterial relacionada à gestação, pré-eclâmpsia, bebês demasiadamente grandes e com muito mais gordura corporal, hemorragias durante cesareanas, infecções de feridas cirúrgicas e complicações anestésicas. Nessas mulheres, a perda de peso, antes da gestação, pode propiciar as condições necessárias não somente à concepção e à gestação, mas também ao exercício da maternidade de forma mais saudável e feliz.

Quando a perda de peso envolvendo dieta, medicamentos e exercícios falha, as pacientes com obesidade grave podem ter acesso, através da cirurgia bariátrica, a um tratamento potencialmente efetivo, que pode resultar em perda de até 70% do excesso do peso corporal.

Além disso, esse procedimento pode promover a normalização de várias complicações associadas à obesidade mórbida. São muitos os tipos de procedimentos cirúrgicos utilizados, mas a maioria deles associa a redução do volume do estômago com mudanças na conformação das alças intestinais de modo a reduzir a absorção de parte dos alimentos ingeridos.

De uma maneira geral, estas opções terapêuticas não se tratam de procedimentos simples. Mesmo quando realizados por via laparoscópica, sem a abertura da parede abdominal, a cirurgia bariátrica pode resultar em complicações e falhas, sobre as quais a paciente deve ser amplamente esclarecida, antes de se submeter ao tratamento.

A rápida perda de peso que se segue às cirurgias da obesidade alcança um platô por volta de 12 a 18 meses, após o procedimento. É recomendável o uso de anticoncepcional nessa fase, uma vez que a perda rápida de peso pode colocar em risco o desenvolvimento fetal e os benefícios da perda de peso para essa mulher.

As técnicas classificadas como by pass desviam o alimento de importantes rotas absortivas e podem levar à deficiência de vários micronutrientes importantes para a saúde materno fetal. As deficiências de ferro, cálcio, vitamina B12 e ácido fólico, comuns nas pacientes submetidas a essas cirurgias, são mais intensas nas mulheres que menstruam, uma vez que perdem mais ferro através do sangue menstrual.

As deficiências nutricionais idealmente deveriam ser identificadas e tratadas antes da concepção. Isso pode ser feito com a suplementação de ferro, através do fumarato de ferro, mais tolerável do que o sulfato ferroso, vitamina B12 via oral 500 a 1000mcg/dia ou por via intra-muscular 500 a 1000mcg uma vez ao mês.

O cálcio – cerca de 1200mg/dia – deve ser administrado sob a forma de citrato de cálcio, uma vez que os sais de carbonato de cálcio requerem a acidez gástrica, e devido à redução drástica da câmara do estômago e do suco gástrico, estes nutrientes são muito mal absorvidos. Finalmente, todas as mulheres em idade reprodutiva devem receber, pelo menos, 400mcg de ácido fólico diariamente, para a redução do risco das malformações neurológicas, os chamados defeitos do tubo neural.

Além da manutenção dos cuidados e suplementações já iniciados antes da concepção, geralmente, há a necessidade de se intensificar as doses das vitaminas e minerais. Nesse momento, a gestante deve ser advertida sobre os riscos da super dosagem de uma vitamina em especial: a vitamina A. A dose contida nas vitaminas pré-natais é de 5000UI de vitamina A, por comprimido, e, muitas vezes, a gestante, após a cirurgia bariátrica, é corretamente orientada a ingerir 2 comprimidos por dia, alcançando a dose máxima de 10000UI da referida vitamina. Além desses dois comprimidos, a gestante não deve ingerir nenhum outro remédio que contenha vitamina A, pois além da dosagem de 10000UI, a vitamina é teratogênica.

As complicações da cirurgia bariátrica durante a gestação incluem a obstrução intestinal materna, geralmente devido à hérnias do intestino delgado, mais comuns nos procedimentos com laparoscopia, em relação às mulheres operadas através de abertura da parede abdominal. Podem ocorrer ainda torções intestinais, que, às vezes, evoluem para lesões intestinais graves, quando não diagnosticadas em tempo hábil. Essas alterações intestinais podem ser induzidas pelo crescimento uterino, deslocando o intestino anatomicamente alterado pela cirurgia e predispondo a herniações e torções. As queixas de desconforto abdominal nas gestantes devido a complicações da cirurgia bariátrica podem passar despercebidas ou podem ser confundidas com as alterações ligadas à própria gestação como os vômitos freqüentes, refluxo, contrações uterinas e mal estar matutino.

Os riscos das deficiências de micronutrientes aumentam com a progressão da gestação, levando à necessidade da suplementação desses através da via endovenosa ou intramuscular. É o caso das deficiências graves e resistentes de ferro e vitamina B12.

As baixas de glicose ou hipoglicemias, tão freqüentes nas gestantes de uma maneira geral, são geralmente mais freqüentes e mais graves nas gestantes após a cirurgia bariátrica. Além disso, a complicação mais sintomática e desconfortável dessas cirurgias, o chamado dumping, é também mais freqüente nas gestantes. Há que se reforçar a necessidade das refeições mais freqüentes, o cuidado com o jejum prolongado e o risco dos líquidos ou alimentos sólidos ricos em açúcar. As manifestações extremamente desconfortantes do dumping dão à paciente submetida à cirurgia bariátrica a noção clara da importância do controle alimentar, tanto em relação à freqüência, como em relação ao tipo de alimentos ingeridos.

A perda de peso das gestantes, após a gestação e o parto, segue a mesma intensidade da perda de peso após a cirurgia bariátrica. Há relatos de que a maior parte do peso ganho durante a gestação é perdida nas primeiras 5 semanas após o parto.

A amamentação não é contra-indicada para estas pacientes, entretanto, quadros de deficiências maternas de microcutrientes, como os descritos acima, podem levar às mesmas manifestações nos bebês que estão amamentando. Essas mães devem seguir suas suplementações rigorosamente para realizarem o sonho de amamentarem seus bebês.

Quando comparadas com as gestantes obesas que engravidam, aquelas que o fazem após a cirurgia bariátrica, têm menor incidência de hipertensão arterial, menor ganho de peso durante a gestação e bebês de peso semelhantes, embora os grandes fetos macrossômicos sejam menos comuns nas mulheres operadas.

A orientação nutricional e a adesão das pacientes ao novo programa alimentar favorece os resultados positivos das gestações de mulheres submetidas à cirurgia bariátrica. Por outro lado, a dificuldade que muitas dessas pacientes têm de seguir estas mesmas orientações pode tornar essas gestações complicadas, expondo os bebês aos riscos de graves malformações e desnutrição.”

Carta para João Otávio

Meu filho amado

Tenho tido uma certa dificuldade em dizer em voz alta muitas das coisas que eu queria que você soubesse desde já. Mas entenda que a mamãe consegue expressar melhor o que sente escrevendo, então aqui vai uma carta para você saber tudo o que eu quero te dizer.

Desde que soube da sua chegada, você se tornou a pessoa mais importante da minha vida e tenho me preparado para ser uma mãe maravilhosa. Mas por favor, tenha paciência comigo: muitas vezes eu vou errar, ficar impaciente e não terei muita ideia do que realmente tenho que fazer para ser a melhor mãe que você merece ter.

Posso ser desajeitada, esquecida, atrapalhada, mas te garanto boas  risadas e um certo divertimento nas horas em que você não se incomodar com minha distração.

Vou te ensinar meus valores, te educar  e garantir que você esteja protegido, para que saiba fazer boas escolhas. Em alguns momentos, vou ser rígida e meio durona. Mas entenda que, nesses  momentos, minha dureza e pulso firme serão minha maior prova de amor.

Em outros momentos, vou deixar você cair  e você vai se machucar. Mas isso te ensinará que a vida é isso: um eterno cair e levantar e que as
feridas cicatrizam. E depois de cicatrizadas, nos deixam mais fortes e corajosos, além de aprender que, apesar das quedas, a vida é sempre um espetáculo a ser vivido. Ah! E eu sempre estarei lá  pra te ajudar a levantar, para que você saiba que nunca estará sozinho.

Vou te colocar para dormir, ninar teu sono, te levar pra passear e  aproveitar todo o tempo que estivermos juntos para que você valorize estar com sua família, e que ame isso!

Vou ler histórias e te ensinar o quanto os livros fazem diferença na nossa vida. E vou te deixar andar de skate, bicicleta, subir em árvores, pra saber que a vida pode ser uma aventura.

Vou incentivar teus sonhos, ouvir tuas opiniões e argumentos, te ajudar a ser quem você queira ser daqui a uns anos, mesmo que isso não seja exatamente o que eu quis pra você. Aliás, o que eu quero realmente é que você seja um filho amoroso, tranquilo, uma pessoa de caráter, boa índole, honesto e com bons valores – tudo o que eu e seu pai somos e nossa maior herança pra você.

Vou te defender e proteger sempre, mas vou te deixar aprender que muitas vezes somos nós quem precisamos defender a nós mesmos.

Quero que saiba que foi um bebê muito esperado e abençoado desde o início, tanto pelo papai e mamãe, quanto pelos vovôs e vovós e seus tios e tias. Sua chegada é uma grande emoção pra gente e estamos te esperando, muito gratos por você  ser parte dessa família, que não é perfeita, mas que já te ama demais.

E o mais importante de tudo: quero te dizer que você é a soma de duas pessoas que se (e te) amam muito. Vamos te amar mais a cada dia, com todas as nossas forças e vamos fazer tudo o que pudermos para sermos o nosso melhor, mesmo que às vezes você ache que deveríamos ter feito diferente.

Um grande beijo!
Mamãe.

Carinhos na gravidez e mão da barriga

Uma das melhores coisas da minha gravidez, até agora, é o carinho que tenho recebido das pessoas. Fico emocionada cada vez que alguém dá parabéns, me abraça, dá uma lembrancinha pro Jota ou mesmo quando as manifestações são através das redes sociais.

Esses dias estava me sentindo meio chateada, e por coincidência precisava ir em uma das lojas em que trabalho. A recepção que eu tive das meninas foi tão boa, me senti tão acolhida, recebi tanto carinho, que mudou meu dia.

Outra coisa que me deixa muito emocionada é quando coloco algo sobre a minha gravidez no facebook e as pessoas curtem. É bobagem, eu sei. Ontem, por exemplo, coloquei uma foto da minha barriga e várias pessoas curtiram e comentaram, mesmo pessoas com quem tenho pouca interação na rede. Isso me faz pensar o quanto um bebê é capaz de aproximar e encantar pessoas, e o quanto as pessoas me querem bem.

Mas como nada é perfeito, em meio a tudo isso, eu tenho um pequeno problema: detesto quando as pessoas colocam a mão na minha barriga – aliás, essa foi uma das poucas teorias que eu tinha antes de grávida que não se anularam nos últimos meses.

O assunto é polêmico, mas meu motivo é simples: por mais que as pessoas me falem coisas boas, e eu sinto que a grande maioria tem intenções e desejos maravilhosos para mim e para meu filho, eu nunca sei o que a pessoa sente e pensa quando acaricia minha barriga. Além disso, ninguém sai por aí encostando em homem barrigudo nem em mulheres não-grávidas, né? Então acho que eu não tenho mesmo que amar esse pequeno gesto. E não amo.

Lógico que, dependendo de quem for, não me importo e até acho que um carinho faz bem, como quando são os avós, tios e amigos próximos. E também aquelas pessoas que a gente sente que a energia é boa de longe. Tirando esses, acho deselegante, inadequado e às vezes até um pouco desrespeitoso quando as pessoas vêm logo colocando a mão na minha barriga, porque ultrapassa aquele limite invisível que todo mundo tem para seu espaço pessoal. Mas fico sempre numa situação indelicada. Não sou uma pessoa de meias palavras, então como corro o risco de falar algo e ser muito grosseira, às vezes fico quieta, e delicadamente, eu mesma coloco a mão na barriga também, como se assim pudesse proteger meu filho de qualquer invasão.

Fora isso, continuo dizendo que amamos todas as outras manifestações, recados, lembranças, abraços, presentinhos. Enfim, as formas de dar parabéns e dizer o quanto o Jota é bem vindo, são muitas. Eu não sou uma pessoa tão radical. Mas se o desejo de tocar na barriga for irresistível, por favor, não custa pedir licença.

P.S: não sei como as outras mãos se sentem quanto a isso, essa é uma opinião bem pessoal sobre o assunto.

P.S2: esse post não é um recado pra ninguém, é apenas um desabafo.